Às vésperas de disputar sua quarta eleição, Renato Freitas (PT), que agora tentará ser deputado federal, depois de um mandato como deputado estadual no Paraná, passou a integrar um grupo que se autointitula “Esquerda radical”. Perguntado em entrevista ao BdF Entrevista sobre o conceito, o parlamentar afirmou:
“Ser radical é ter alguns princípios como irredutíveis, sermos intransigentes na defesa da vida humana. Nós não podemos sentar, negociar ou conciliar com os que acham que o ser humano pode ser descartado, pode ser preso por ninharia.”
Há três semanas, no dia 6 de julho, o Supremo Tribunal Federal (STF) negou o pedido de um recurso apresentado pela Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e manteve suspensa a votação do pedido de cassação contra o deputado estadual Renato Freitas (PT-PR) na Casa.
Em maio deste ano, o Conselho de Ética da Alep decidiu pela cassação do mandato do deputado por quebra de decoro parlamentar, por conta de uma briga de rua, na região central de Curitiba, que aconteceu em novembro de 2025, quando Freitas foi provocado e atacado por um transeunte e revidou para se defender.
A insistência da Alep na cassação de Freitas é um símbolo emblemático da perseguição sofrida durante todo seu período dentro da casa legislativa paranaense. “Curitiba é uma cidade racista”, disse o petista. Os enfrentamentos são antigos, em especial com agentes da Polícia Militar no estado.
“Eu tenho medo de não ver minhas filhas crescerem. Eu tenho uma filha de um mês e outra de seis anos. [Tenho medo] que elas se tornem crianças sem pai pelo mundo, tendo que descobrir o mundo sozinhas. Mas o medo não é um bom lugar para guardar as horas, não é um bom conselheiro”, analisa.
Em 2026, Freitas tentará se eleger para a Câmara dos Deputados e pediu ao PT que tenha acesso a recursos, para que a campanha possa ser mais competitiva. “Tive uma conversa em que eu fui franco com o PT, exigindo ser tratado como as demais candidaturas. Em 2018, eu não ganhei um copo de água do partido para ser candidato. Em 2022, ganhamos um valor pequeno, baixo. De todos os eleitos, eu fui o que menos ganhei.”
Confira o programa na íntegra:
Para ouvir e assistir
O BdF Entrevista vai ao ar de segunda a sexta-feira, sempre às 16h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo.
