Candidata a deputada federal pelo PT de Pernambuco, a deputada estadual Rosa Amorim nasceu e cresceu dentro do Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST). Além da luta pela reforma agrária, Amorim se destaca pela defesa dos direitos da população LGBT+ e pelo combate ao racismo.
Ao BdF Entrevista, a parlamentar explica que, desde 2022, o MST tem intensificado a atuação política institucional, buscando vagas especialmente no legislativo. Para ela, o Congresso Nacional é essencial no combate à estigmatização do MST e para batalhar por orçamentos que fortaleçam a agricultura camponesa e a reforma agrária. “Eleição é um ótimo momento para disputar projeto de sociedade. Entramos não só para ocupar o parlamento, mas para combinar as formas de luta”, afirma.
A trajetória de Rosa Amorim também simboliza um debate urgente dentro da esquerda brasileira: a renovação de quadros e o futuro após o ciclo liderado pelo presidente Lula. Aos 29 anos, ela argumenta que a renovação não deve ser apenas geracional, mas baseada em um projeto político que inclua mulheres, negros, camponeses e a comunidade LGBT+. “A hora é agora, a gente precisa ter coragem, esse é o momento da renovação, a renovação de quadros é necessária a qualquer partido político, e o Movimento Sem Terra também está se colocando nesse lugar de renovar o PT”, avalia.
No atual cenário de polarização, Amorim destaca o combate à misoginia e à cultura do ódio como pilares de sua atuação, especialmente diante do crescimento de comunidades extremistas e da violência política. Ela defende a regulamentação das redes sociais para responsabilizar empresas por conteúdos que incentivam a violência contra a mulher e propõe uma estratégia que combine a mobilização popular com a presença digital.
Ao projetar sua chegada a Brasília, a candidata reafirma seu compromisso coletivo de transformar o legislativo em um espaço mais inclusivo. “O meu sonho que carrego com os movimentos que represento é ocupar o Congresso Nacional e fazer frente a essa bancada de fascistas, essa bancada anti-povo no Congresso, e construir, nesse próximo período, o Congresso do Povo”, resume.
Para ouvir e assistir
O BdF Entrevista vai ao ar de segunda a sexta-feira, sempre às 16h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo.
