A deputada federal eleita Luna Zarattini (PT-SP), mais votada da legenda, defende que o objetivo principal neste momento é impor uma derrota sobre Flávio Bolsonaro (PL) e garantir a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tenta a reeleição. Em tom otimista, a futura parlamentar considera “que a virada já começou”.
Ao BdF Entrevista, Zarattini aponta que a mobilização das ruas e o protagonismo da juventude nas manifestações têm dado esse clima de esperança. “Foi comovente, emocionante. Muitos, muitos jovens no Brasil inteiro. “Agora as estratégias de virar voto, panfletagens nos bairros, nas regiões, tem acontecido com muita frequência e muita intensidade”, comemora.
Ela observa com bons olhos a mudança dos rumos da campanha de Lula, que, em sua avaliação, está cada vez mais propositiva. “A gente conseguiu aprovar essa semana o fim da escala 6×1, uma vitória histórica para os trabalhadores e trabalhadoras, que agora vão descansar dois dias e trabalhar cinco. Essa medida já vai ser sentida no final desse ano. A gente tem também uma vitória para a juventude, principalmente a juventude preta periférica”, argumenta.
Luna Zarattini também ressalta recentes anúncios de Lula, como o reajuste no Bolsa Família, expansão do Pé-de-Meia para universitários, uma possibilidade de Tarifa Zero aos finais de semana e o Prospera MEI, que vai atender à demanda do microempreendedor. “É um programa que aponta para o futuro. E eu acho que isso é a marca desse segundo turno: o Brasil precisa ver o futuro, e esse futuro passa pela reeleição do presidente Lula, seja a nível nacional quanto internacional”, defende.
A deputada eleita também destaca o avanço da extrema direita na América Latina e o quanto a eleição de Lula poderá representar também um alívio para a região. “É um respiro para o campo progressista, para os direitos sociais, para o combate às desigualdades sociais, para a soberania nacional, para a luta contra o imperialismo dos Estados Unidos, representado pelo desgoverno do Trump. Então, essa vitória é muito importante”, afirma.
Para ela, o futuro do Brasil passa pela defesa das terras raras, o desenvolvimento tecnológico, importantes reformas como a “agrária, a política, a tributária e a do Judiciário”.
Luna Zarattini refuta a ideia de que a direita e a extrema-direita têm uma capacidade de renovação maior e de que há uma certa apatia na juventude atual. Além disso, critica quem afirma que esse comportamento seria uma reação a lidar com quadros de saúde mental, ansiedade, depressão. Para ela, não é “justo colocar nas costas da juventude, dessa geração, problemas que vêm do neoliberalismo, do sistema capitalista em que a gente vive”.
A deputada pondera a necessidade de refletir sobre a presença nas plataformas digitais e a conexão disso com as ruas, e ressaltou que a atuação parlamentar precisa manter vínculo direto com as necessidades cotidianas da população. “Ocupar esses espaços só deve estar relacionado a uma transformação real da vida das pessoas e também para a gente conseguir ecoar mais forte vozes dissonantes da sociedade”, aponta.
Confira a entrevista completa:
Para ouvir e assistir
O BdF Entrevista vai ao ar de segunda a sexta-feira, sempre às 16h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo.

