Nas ruas

Nesta sexta, novas manifestações cobram manutenção de direitos trabalhistas

Em Curitiba, o ato será na Praça Carlos Gomes, às 19h

Brasil de Fato | Curitiba (PR)

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Atos estão marcados para ocorrer em todo o Brasil / Gabriel Dietrich

Novas manifestações em defesa de direitos trabalhistas e da democracia estão marcadas para este dia 31 de março, sexta-feira, em todo o Brasil. Em Curitiba, as Frentes Brasil Popular, Resistência Democrática e CWB Resiste farão um ato a partir das 18h na Praça Carlos Gomes, Centro. Além das intervenções políticas, o ato prevê oficinas e apresentações artísticas de palhaços e músicos. A banda Garibaldis e Sacis é uma das atrações confirmadas.

As pautas centrais são contra a terceirização e as reformas trabalhista e previdenciária, proposta por Michel Temer (PMDB), que estão em tramitação acelerada no Congresso Nacional. Outros dois dias de mobilização nacional com as mesmas bandeiras já ocorreram em março, nos dias 8 e 15. Para o final de abril, no dia 28, as centrais sindicais anunciam uma greve geral.

O ato também vai relembrar o golpe militar, ocorrido num 31 de março, há 53 anos. Os organizadores apontam que o papel dos grandes meio de comunicação é similar tanto no golpe militar de 1964 quanto no ocorrido em 2015, com conivência do Judiciário e do Parlamento.

“Ao lado do parlamento conservador, ao lado do usurpador Temer, do capital dos bancos, um dos promotores do golpe contra o povo é a rede Globo de televisão, suas afiliadas, jornais e rádios do grupo”, afirmam os organizadores no chamado feito via rede social.

No Paraná também estão previstos atos em Londrina, Calçadão em frente ao Banco do Brasil e ao terminal urbano, às 18h, e em Cascavel, na Rua Padre Champagnat, às 18h. 

Preparação para maio

No Paraná, as Frentes garantem que a data serve como preparação para o ato do dia 3 de maio, quando o ex-presidente Lula está convocado pelo juiz Sergio Moro para depoimento na Operação Lava-Jato. O evento em apoio ao ex-presidente pretende reunir cerca de 50 mil pessoas contrárias às arbitrariedades da operação.

“É necessário, além de o ato ser nacional, criarmos comitês organizativos em cada uma das 399 cidades do Paraná”, afirma Roberto Baggio, integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Audiência pública

Na mesma data, às 9h, haverá uma audiência pública Assembleia Legislativa do Paraná sobre a reforma da Previdência. O evento é iniciativa do Senado Federal e de centrais sindicais.

Edição: Ednubia Ghisi