Poesia

Livro Equilátero reúne três autores e encurta fronteiras entre Brasil e Argentina

Obra traz 45 poemas, 15 de cada autor. O lançamento está marcado para esta quinta-feira (8), no Museu Guido Viaro

Brasil de Fato | Curitiba (PR)

,
Os três autores de Equilátero se encontraram em Buenos Aires, na Argentina, para o lançamento da obra / Arquivo pessoal

Três autores latino-americanos – dois brasileiros e um argentino – lançam no dia 8 de junho um livro de poemas que celebra o diálogo entre as culturas do continente. Cláudio Antônio Ribeiro, Ricardo Sonny Martinez e Anísio Homem reúnem um ano de trocas poéticas no livro “Equilátero”, em referência ao triângulo que possui três lados iguais.

Os três autores se conheceram em Curitiba, quando Martinez, conhecido como Sonny entre os colegas, desembarcou no Brasil para contribuir numa palestra sobre a luta pela regulamentação da mídia na Argentina. “A partir dali, nasceu uma amizade entre nós. Trocamos ideias por meio da internet, até que o Anísio sugeriu que a gente criasse um livro”, conta Cláudio. “Mesmo diante de muita pesquisa, não localizamos em nossa literatura nenhum material que reunisse esses dois países numa mesma iniciativa. Nossa intenção foi criar uma imagem brasileira de uma expressão argentina, e vice-versa”, explica o autor.

Produção entre diálogos

Durante um ano, Cláudio, Sonny e Anísio concentraram-se na produção de poemas e na edição de Equilátero. O processo fortaleceu a amizade e a criação literária dos escritores, que destacam o intenso diálogo construído durante o trabalho. “Cada um de nós tem uma formação diferente, uma base teórica própria, e isso se reflete em nossos textos. No entanto, percebemos que a poesia é um consenso entre nós: independente do caminho escolhido, todos buscamos a mesma coisa, defendemos a mesma ideia de sociedade”, reflete Cláudio.

O autor também destaca o papel da poesia na construção de outras formas de vida. Sua experiência com a linguagem poética o levou à conclusão de que todo poema é anticapitalista: concentra em si a beleza e se expressa em intervalos mais livres em meio à urgência produtiva. Assim ele se coloca, por si só, como um universo à parte da sociedade. “O capitalismo é um estado social de barbárie, e não há como defender a barbárie dentro da poesia, que só pode estar ao lado da beleza”, defende Cláudio.

Para ficar por dentro

O livro “Equilátero” traz 45 poemas, 15 de cada autor. Os versos originalmente em português trazem tradução para o espanhol e vice-versa.

Data de lançamento: 08 de junho

Local: Museu Guido Viaro – rua XV de Novembro, 1348

Edição: Ednubia Ghisi