Música

Orquestra resgata sertanejo de raiz e jovens no Vale do Aço (MG)

Aliando amor a cultura e trabalho social, grupo atua já há 18 anos em Ipatinga

Brasil de Fato | Belo Horizonte (MG)

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Integrantes de 8 a 78 anos fazem parte da orquestra / Reprodução

Na região do Vale do Aço, a cerca de 220 quilômetros de Belo Horizonte, a música sertaneja de raiz conta com uma orquestra inteira para divulgar os ritmos, as letras e as melodias que transbordam a vida do homem da roça.

Há cerca de 18 anos um grupo de músicos dedicados à canção caipira nas suas origens se juntou e criou a ONG Associação de Amigos da Cultura (Assamic), com sede no bairro Cidade Nobre, em Ipatinga. Logo foi criada a Orquestra de Viola Caipira do Vale do Aço, que hoje conta com 25 integrantes, todos voluntários, na faixa etária de 8 a 78 anos.

Não ficou por aí. Mais que a disposição para divulgar e preservar a memória da música sertaneja de raiz, a ONG lançou projetos para atuar junto a crianças e adolescentes em situação de risco social por meio da cultura musical.

Crianças e adolescentes de comunidades pobres são convocados para participar da Orquestra e de outros projetos com foco na aprendizagem de instrumentos musicais.  Muitos jovens já foram formados e uma boa parte passou a integrar a Orquestra de Viola Caipira.

Desafios

Porém, os projetos, embora prontos para serem executados, atualmente andam escassos, devido à crise econômica que tem afugentado apoiadores. Para tornar viável a formação dos músicos que se inscrevem para compor a Orquestra é necessário que o poder público ou empresários apoiem os projetos. Já para a apresentação da Orquestra para o público, exige-se uma estrutura mínima, com a garantia de transporte, hospedagem e alimentação para os músicos.

Além disso, a ONG precisa de um cachê para as apresentações e para a manutenção da sede, que é alugada. Segundo presidente da Assamic e maestro da Orquestra de Viola Caipira do Vale do Aço, José Mariano de Melo, atualmente os músicos têm tirado dinheiro do próprio bolso para bancar o aluguel e contas de luz e água da ONG. Muitas vezes eles tiram do próprio bolso para as apresentações públicas.

“Existimos sem fins lucrativos e o que a Assamig mais busca é levar o benefício da música para a comunidade e conciliar a  arte com a missão de atrair crianças e adolescentes pobres. Nosso amor à música é imenso, nossa vontade de ajudar a comunidade carente também é enorme. Porém, só vamos crescer se obtivermos a solidariedade e apoio financeiro de quem pode ajudar”, destaca.

Edição: Frederico Santana