17 de maio

Artigo | Ser LGBT é lutar por saúde, educação, trabalho e pelo direito de amar

Marcha na Região Metropolitana de BH acontece neste sábado (19), às 14h, na Praça Sete

Brasil de Fato | Belo Horizonte (MG)

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O dia 17 de maio foi oficialmente instituído em 2010 pelo ex-presidente Lula, mas construído com pressão e participação social / Reprodução Movimento Beijaço

A data 17 de maio é marcada como o Dia Nacional de Combate a Homofobia. Em 1990, a homossexualidade foi excluída da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID), da Organização Mundial da Saúde (OMS). O fato da despatologização (deixar de ser considerada doença) da homossexualidade foi um grande passo para legitimar o afeto e as relações sociais, como expressão da sexualidade.

A partir dessa ação, as pessoas LGBTs (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) se tornaram sujeitas de direito. Assim, se tornou possível pensar ações e políticas públicas voltadas para os direitos civis e humanos, bem como o levantamento e criação de conselhos, comitês e leis voltadas para a promoção, criação e acompanhamento das demandas da população.

O dia 17 de maio foi oficialmente instituído em 2010 pelo ex-presidente Lula, mas construído com pressão e participação social. Neste ano, em diversas cidades do Brasil, serão realizados atos, marchas e agendas de luta mobilizando contra os retrocessos de direitos das pessoas LGBTs.

Desde o ano de 2016, com o impeachment de Dilma, o povo brasileiro tem sofrido diversas retiradas de direitos pelo atual governo golpista. A reforma da Previdência, a lei da mordaça, a reforma trabalhista, os cortes na assistência social, o sucateamento do SUS, a reforma do ensino médio, a privatização da nossa energia, o aumento do desemprego, o retrocesso nas condições do trabalho, dentre tantos outros, são ações que afetam a todos(as) nós, trabalhadores e trabalhadoras, mas principalmente a negritude, as mulheres e as pessoas LGBTs.

Em Belo Horizonte, a marcha, que é uma ação organizada pela visibilidade da pauta contra a LGBTfobia e a morte da população, também traz nos seus eixos o debate contra a criminalização dos movimentos populares, como o assassinato de Marielle Franco e outras lideranças, bem como o extermínio da juventude negra, ressaltando que a maioria dos assassinatos às pessoas LGBTs, tem um grande recorte de raça, classe e gênero. A prisão injusta e sem provas do ex-presidente Lula também evidência o quanto o atual Judiciário, aliado ao Congresso Federal tem um projeto de país que não cabe a democracia, as escolhas e os direitos do povo.

A marcha na Região Metropolitana de BH acontece neste sábado (19), às 14h, na Praça Sete.

*Jéssica Marroques é militante do Levante Popular da Juventude.

Edição: Joana Tavares