Manobras

Skatista premiado de Curitiba fala sobre valorização e investimento no esporte

Christian Barrera, o Chileno, é um dos esportistas documentados no filme “Curitown - a cultura do skate em Curitiba”

Brasil de Fato | Curitiba (PR)

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“Chileno”, que junto com tantas outras pessoas, foi um dos construtores do esporte na cidade / Divulgação

Christian Barrera, o Chileno, é um dos skatistas curitibanos mais conhecidos, fazendo parte da construção da história da modalidade na capital paranaenses. Durante dez anos, ele esteve entre os 15 melhores do Brasil e no primeiro campeonato mundial ficou entre os 30 melhores do mundo.

Não atoa, é um dos esportistas documentados no filme “Curitown - a cultura do skate em Curitiba”, que faz parte da exposição com mesmo nome, que que fica até dia 20 de agosto no Museu Municipal de Arte de Curitiba – Muma. Em conversa com o Brasil de Fato, Chileno fala sobre a cultura do skate e a necessidade de mais valorização para o esporte.



Quando e como como você ingressou no skate?

Comecei a andar de skate na década de 90 e desde 1998 sou skatista profissional. Comecei sem pretensão que isso virasse minha profissão, ia para rua me juntar com os outros. Sentava no meio fio e ficava vendo as manobras dos profissionais nas rampas. Esperava o pessoal ir embora e tentava imitar. E de lá estou andando há mais de 30 anos de skate e vivendo disso.



De 1998, quando você começou, até agora o que mudou?

Desde esta data mudou muita coisa pois temos muito mais skatistas pela cidade. Hoje é difícil conhecer todo mundo. Tem mais pistas nos bairros e na região metropolitana. Aumentou também o número de marcas voltadas para o skate. Talvez tenhamos hoje mais de 100. E cresceu porque o skate foi se popularizando, começou a passar na TV, todo mundo querendo andar, virou esporte olímpico e muita gente chama de esporte do futuro. Inclusive tem escola ensinando skate para a criançada.



O que você considera que falta no país e na cidade no que se refere a valorização deste esporte?

Acho que falta muito chegar ao nível norte americano da onde veio o skate. Em matéria de investimento ainda ficamos muito atrás no país. E, aqui em Curitiba, acho que pelo crescimento do skate, muita gente praticando, acho que tem pistas que precisam ser readequadas pois o skate vai se renovando nas manobras e na prática, além de melhor iluminação nas que já existem.

 

Edição: Laís Melo