Reconhecimento

Jornalista do Brasil de Fato ganha Troféu Mulher Imprensa

Com 50% dos votos, Monyse Ravenna venceu a categoria "Repórter de Jornal ou Revista"

Brasil de Fato | Petrolina (PE)

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Monyse com Lula durante a caravana do presidente pelo Nordeste, em 2017 / Mídia Ninja

O jornal Brasil de Fato Pernambuco foi premiado no 13º Troféu Mulher Imprensa através da jornalista e editora Monyse Ravenna, que venceu o prêmio na categoria “Repórter de Jornal ou Revista”. Concorrendo com cinco jornalistas de outros veículos de comunicação, como a Revista Piauí e o jornal Folha de São Paulo, Monyse teve 50% do total de votos.

O Prêmio Troféu Imprensa é uma iniciativa da Revista e Portal Imprensa e é a única premiação do país destinada a reconhecer especificamente o trabalho jornalístico de mulheres. A votação, que foi durante os meses de abril e junho, elegeu as vencedoras a partir do júri popular pela internet. A escolha das finalistas foi feita em uma etapa anterior por indicação espontânea de um júri estabelecido pelo Portal Imprensa.

Monyse Ravenna é jornalista e mestre em História Social pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Em Pernambuco há quatro anos, atua como comunicadora e é editora do Brasil de Fato Pernambuco, no qual contribui desde seu processo de implementação no estado há dois anos. Monyse vê o prêmio não como um reconhecimento pessoal, mas, uma oportunidade de dar visibilidade à comunicação popular “Acho que pra mim esse prêmio tem duas dimensões muito importantes. A primeira é que é muito bom e importante esse esforço de premiar e reconhecer o trabalho de mulheres jornalistas, tão invisibilizadas sempre. A segunda é porque o prêmio tem a capacidade de visualizar e também reconhecer o trabalho de mulheres que atuam em veículos de comunicação popular e contra hegemônicos, ter esse duplo reconhecimento é o que torna muito especial essa premiação”.

A premiação aconteceu na última quarta-feira (14), no Teatro Sérgio Cardoso, na cidade de São Paulo. No discurso de agradecimento, a jornalista falou dos desafios da comunicação popular e da democratização dos meios de comunicação para garantir a pluralidade de vozes e opiniões na mídia brasileira. “Tem uma coisa muito importante nesse prêmio que é colocar no arco das mulheres que são premiadas, veículos que estão fora dos grandes circuitos, dos grandes veículos de comunicação. Sou do Brasil de Fato, um veículo de comunicação popular. Faço jornal impresso, em Pernambuco, um jornal que é distribuído na rua. Faço jornalismo para o povo. É muito importante considerar esse tipo de veículo em uma premiação como essa. Sei que na premiação a gente tem a Carta Capital, Rede Brasil Atual, isso é extremamente importante num país que é muito difícil a pluralidade de vozes na comunicação. Para a gente ter uma democracia mais firme. Para a gente ter uma democracia, no caso do Brasil que é o que a gente não tem, a gente precisa de uma pluralidade de opiniões e de vozes”.

No fim do discurso, Monyse dedicou o prêmio a dois ex-presidentes. “E queria dedicar esse troféu a duas pessoas: para a primeira presidenta eleita do Brasil, a presidenta Dilma Rousseff e para o presidente Lula. Venho de um lugar que os governos da presidenta Dilma e do presidente Lula fizeram muita diferença na vida do povo. E que para a gente ter uma democracia, a gente não pode ter um judiciário partidarizado como a gente tem, não pode ter o principal candidato e primeiro lugar em todas as pesquisas preso. Muito obrigada. Lula Livre!”. Ao fim da fala, as pessoas aplaudiram e endossaram o coro pela liberdade de Lula, candidato à presidência e preso político.

Edição: Catarina de Angola