VIGÍLIA LULA LIVRE

Haddad explica quais são os próximos passos na defesa da candidatura de Lula

“Nós não imaginávamos que o Brasil contrariaria uma determinação de um organismo internacional”, afirma

Brasil de Fato I Curitiba (PR)

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“Essas são as decisões do presidente na defesa da sua dignidade" / Joka Madruga

Na segunda-feira (3), o candidato à vice-presidente na chapa de Lula, Fernando Haddad, esteve reunido com o ex-presidente na carceragem da superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, onde Lula se encontra mantido como preso político há 151 dias.

Em coletiva de imprensa, ao lado da presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, Haddad falou sobre os próximos passos da defesa de Lula após a decisão do TSE de vetar a candidatura de Lula, indo contra decisão do Comitê de Direitos Humanos da ONU, que garante ao ex-presidente o exercício de seus direitos políticos.

Para o ex-ministro da educação, a intenção do partido é recorrer da decisão do TSE. “A cada etapa trabalhamos com fatos novos. Nós não imaginávamos que o Brasil contrariaria uma determinação de um organismo internacional e um tratado que nós subescrevemos e que foi aprovado pelo Congresso Nacional”, declarou.

Dos recursos da defesa

Nesse contexto, foi decidido na reunião que, em primeiro lugar, será feita uma petição junto às Nações Unidas para que o organismo se manifeste sobre a decisão das autoridades eleitorais do Brasil em relação à impugnação do registro da candidatura do líder petista.

Em segundo lugar, junto ao STF, serão feitas duas petições: uma na esfera criminal e outra na esfera eleitoral. Ambas com caráter liminar. “Para que ele tenha direito de registrar sua candidatura no prazo que foi dado de dez dias, ou seja, que não haja a necessidade de substituição no prazo de dez dias, que foi atribuído pelo TSE”, explicou Haddad, afirmando ainda que, até terça feira que vem (11), esses recursos serão julgados ao menos liminarmente e que o prazo para a decisão depende agora do STF.

Corrida contra o tempo

Haddad relatou que, dentro do prazo exíguo dado pelo TSE, os ajustes possíveis foram feitos na campanha. “O grosso da comunicação foi totalmente ajustada”, explicou. Ele ressaltou ainda que, mesmo assim, Lula pode figurar na campanha durante 25% do tempo do programa eleitoral.

Finalizou a coletiva falando sobre o principal compromisso da candidatura de Lula: “Essas são as decisões do presidente na defesa da sua dignidade, do seu pleito em respeito à soberania do povo de escolher o Presidente da República”.

Edição: Pedro Carrano