Eleições 2018

Candidatos ao Senado pelo Paraná tem disputa acirrada por segunda vaga

Roberto Requião está no topo das pesquisas para reeleição. Prisão de Richa embaralha o jogo.

Brasil de Fato | Curitiba (PR)

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Candidatos indicados a substituir atuais senadores eleitos / Divulgação | Arte: Vanda Moraes

Nas Eleições de 2018 há duas vagas sendo disputadas para o Senado no Paraná. Dos que terminam seus mandatos, Gleisi Hoffmann (PT) concorrerá a deputada federal e Roberto Requião (MDB) lidera as pesquisas à reeleição. Até sua prisão, o ex-governador Beto Richa (PSDB) vinha como segunda opção, mas o quadro mudou e agora disputa com Flávio Arns (Rede) o segundo lugar. 

Miriam Gonçalves, do PT, que é advogada trabalhista e foi vice-prefeita de Curitiba, foi indicada para disputar a vaga de Gleisi. Nas últimas pesquisas, passou de 2% para 4% de intenções de voto. 

 

                                                                               

 

Richa despenca 

O ex-governador Beto Richa era favorito à segunda vaga, mas despencou depois da prisão. Na pesquisa realizada pelo Instituto RealTime Big Data, divulgada em 20 de setembro, Requião aparece com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Arns (REDE), com 25%. Richa fica em terceiro com 15%.  Flávio Arns, que atualmente está na REDE, já passeou por outros partidos. Foi eleito senador pelo PT em 2002. Em 2013, retornou ao PSDB, se tornando vice-governador na gestão Beto Richa. Hoje é um crítico do ex-governador.

Pra que serve o Senado 

São eleitos 81 senadores, três por estado e pelo distrito federal, não importando o tamanho da população. Tem atribuições em comum com os deputados federais, como propor, analisar e votar leis e emendas à Constituição, fiscalizar o Executivo e promover debates etc. Quando um projeto é aprovado na Câmara tem de ser revisto no Senado e vice-versa. 

Mas só o Senado pode processar e julgar presidente, vice-presidente, ministros do STF, procurador-geral da República e advogado Geral da União. E sabatinar e aprovar a nomeação de ministros do STF, membros do TCU, procurador-geral da União, presidente e diretores do Banco Central. Também é competência exclusiva do Senado autorizar operações financeiras externas. 

Nas eleições de 2018, dois terços das vagas dos senadores passarão pelas urnas. De acordo o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), historicamente, há uma renovação no Congresso entre 40 e 50%, mas, neste ano, essa taxa pode ser a menor da história. “Há uma crise profunda no debate político e uma tendência a que eleitores deem importância menor às eleições do Congresso Nacional. O segundo aspecto é o fim do financiamento empresarial, com aumento do financiamento estatal e vantagens para quem já tem mandato. Nas chapas definidas pelos partidos, quem se candidata à reeleição terá mais recursos, o que dificulta a renovação”, afirma Marcos Verlaine, assessor do DIAP.

 

Edição: Frédi Vasconcelos