Eleições 2018

De olho nas propostas: Segurança com uma visão mais humanista

É necessário adotar medidas inteligentes no combate às drogas, organização das polícias e questão carcerária

Brasil de Fato | Curitiba (PR)

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Discurso de que é necessária mais violência para combater a insegurança é a base dos projetos conservadores nesta eleição / Tânia Rêgo | Agência Brasil

O Brasil de Fato Paraná escolheu oito áreas que mexem diretamente com sua vida e consultou especialistas para saber o que deve ser feito nos próximos quatro anos na saúde, educação, segurança, economia etc. num programa progressista de governo. Confira as dicas e, antes de votar, compare com o que seu candidato a presidente, governador, senador e deputado defende.

Segurança

O discurso de que é necessária mais violência para combater a insegurança é a base dos projetos conservadores nesta eleição. Políticas adotadas há anos do tipo “bandido bom é bandido morto” só vêm aumentando o drama e a violência, principalmente para as populações mais pobres e na periferia das grandes cidades. Por isso é necessário adotar medidas inteligentes no combate às drogas, organização das polícias, questão carcerária e da violência contra a mulher e negros. 

Como acontece em outras áreas, na segurança os progressistas têm propostas mais solidárias e humanistas, enquanto os conservadores propõem o contrário. “Há partidos que têm visão mais social do encarceramento, que tem sido muito seletivo – 75% dos presos não têm o ensino fundamental nem curso de formação profissional, afirma Priscilla Sá, advogada e professora da Universidade Federal do Paraná. 

O combate à violência contra a mulher é outro ponto que aproxima os progressistas no campo político. A julgar pelos planos de governo registrados no TSE. “O debate eleitoral tem mostrado a dificuldade de reconhecer que há um tipo de violência muito própria que atinge as mulheres e que medidas nessa área são importantes”, observa Priscilla. 

Há ainda propostas mais progressistas para a organização das polícias, aponta Priscilla. “Esses programas de governo tratam da gestão integrada da segurança pública, discutindo questões de gênero já na formação dos policiais e propondo o ciclo completo de polícia, com polícia única para evitar sobreposição de atividades e concorrência entre elas”, explica. 

 

                                                                                                           

Edição: Laís Melo