PERNAMBUCO

Parlamentares, sindicalistas e movimento populares repudiam prisão de Jaime Amorim

Policial Militar à paisana causa confusão durante distribuição do Jornal Brasil de Fato

Brasil de Fato | Recife (PE)

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Jaime Amorim estava em atividade de distribuição do Jornal Brasil de Fato quando foi detido / Divulgação

Senador, deputado federal e líderes sindicais pernambucanos repudiam a prisão do Coordenador Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra(MST), Jaime Amorim. Eles expressaram absoluta indignação e classificaram a prisão como um reflexo do clima de intolerância que acometeu o processo eleitoral.

O Senador reeleito, Humberto Costa(PT),  classificou a detenção como "mais uma demonstração de ameaça, intolerância, truculência com os movimentos populares e militantes de esquerda nessa eleição.  E é absurdo de quando o poder público intervém é sempre para nos criminalizar."

O deputado federal eleito, Tulio Gadelha(PDT), também mostrou indignação contra a censura a Jaime Amorim. "A intolerância foi plantada e semeada nesta eleição, isso é reflexo da polarização política. Manifesto minha solidariedade a Jaime que sempre foi um defensor das causas sociais", Carlos Veras, presidente da CUT - PE e deputado federal eleito pelo Partido dos Trabalhadores, manifestou solidariedade ao líder do MST e repudiou a atitude dos eleitores de Bolsonaro. "Expresso aqui minha indignação com a detenção do companheiro Jaime Amorim, dirigente do MST e um grande lutador em favor da democracia. Jaime estava exercendo sua cidadania, dialogando com eleitores indecisos na véspera do processo eleitoral quando foi atacado por eleitores do candidato Bolsonaro e mesmo assim, foi detido. Se acham que com truculência vão nos tirar das ruas, estão enganados. Seguiremos firme em defesa da democracia e de Haddad presidente."

O ex-prefeito do Recife e deputado eleito pelo PCdoB, João Paulo, declarou que "pra quem conhece Jaime e milita há muito tempo com ele, sabe que que ele é um militante extremamente responsável. Essa prisão só caracteriza o momento de exceção que vivemos"

Rud Rafael, do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) também expressou sua solidariedade e ainda lembrou o que está em jogo nessa eleição. "A detenção arbitrária de Jaime só reforça que a candidatura de Bolsonaro não é apenas uma ameaça à democracia, mas já expressa práticas fascistas de criminalização da liberdade de manifestação e de violência com as pessoas que pensam diferente. Uma candidatura que é baseada em mentiras, pela não participação em debates e na apologia à tortura e à ditadura só tem a dar esse tipo de mau exemplo à sociedade. Toda solidariedade do MTST à Jaime Amorim, este sim, um exemplo de luta por direitos e pela democracia", diz.



Jaime Amorim, foi detido pela Polícia Militar de Pernambuco no centro de Caruaru, no agreste,  neste sábado(27).  por estar distribuindo exemplares do Jornal Brasil de Fato. Jaime estava junto com outros militantes fazendo uma atividade de distribuição  quando um homem policial militar à paisana,  identificado como eleitor do candidato Jair Bolsonaro (PSL , começou a agredir verbalmente o grupo. Jaime foi defender a equipe  da panfletagem e teve voz de prisão anunciada pelo militar.

Edição: Monyse Ravenna