Moradia

Número de pessoas em situação de rua cresce 61% em Maringá

Segundo pesquisa, desemprego e dependência química estão entres as causas

Brasil de Fato | Curitiba (PR)

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O desemprego tem sido crescente nesses quatro anos, quando a pergunta se refere à causa para a pessoa estar em situação de rua. / Joka Madruga

A população em situação de rua em Maringá cresceu 61% de 2017 a 2018, segundo dados da pesquisa “A População em Situação de Rua em Maringá: Descontruindo a Invisibilidade”. Em 2017 havia 222 e, em 2018, 357.  O estudo é realizada pelo Observatório das Metrópoles da Universidade Estadual de Maringá (UEM) desde 2015.

Segundo a coordenadora do observatório e da pesquisa, a socióloga Ana Lúcia Rodrigues, “o desemprego tem sido crescente nesses quatro anos, quando a pergunta se refere à causa para a pessoa estar em situação de rua. Pois o desempregado pode romper com a família, ir para as drogas…”. No ano passado, revela, de todos os entrevistados, 92,9% afirmaram que gostariam de sair das ruas. Para isso, dizem necessitar de emprego e moradia.

A maioria dos pesquisados é da própria cidade (24,4%). De São Paulo vêm 5,6% e, de Londrina, 2,8%. O principal motivo que trouxe as pessoas para as ruas de Maringá foi a busca de trabalho, e a segunda, os desentendimentos familiares.

Sobre a responsabilidade do poder público diante desses dados, Ana Lucia diz que infelizmente há a terceirização da solução dos problemas. “No lugar de usar os recursos públicos da assistência social, há repasse para entidades privadas, muitas vinculadas a denominações religiosas. Isso se afasta cada vez mais das políticas públicas que possam emancipar e reinserir essas pessoas na sociedade.” Audiência pública para a apresentação desses resultados aconteceu em 21 de novembro. A prefeitura ainda não se pronunciou a respeito. 

Edição: Laís Melo