MOBILIZAÇÃO

Greve dos canavieiros de Pernambuco recebe apoio internacional

No terceiro dia, avaliação dos profissionais é de manter a paralisação das atividades por tempo indeterminado

Brasil de Fato | Recife (PE)

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Os 80 mil canavieiros de todo o estado estão paralisados desde a última segunda (03) / ASCOM FETAEPE

Os canavieiros e canavieiras de Pernambuco entram hoje no terceiro dia de greve. A reinvindicação da categoria é que sejam mantidos na Convenção Coletiva de Trabalho os direitos historicamente conquistados e que estão em ameaça. Ontem (04), a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Assalariados Rurais do Estado de Pernambuco (FETAEPE) recebeu a cópia de uma carta aberta da União Internacional das Associações de Trabalhadores Alimentícios, Agrícolas, Hoteleiros, Restauradores, Tabaco e Afins (UITA) aos empresários do Setor Sucroalcooleiro do estado, pedindo que eles revisem seu posicionamento e retomem o diálogo com os trabalhadores, buscando uma saída que beneficie a todos. O texto diz ainda que a instituição permanecerá acompanhando a situação, e que estará pronta para tomar, caso necessário, as medidas pertinentes, em nível nacional e internacional.

Ainda na terça (04) a FETAEPE se reuniu para fazer uma avaliação da paralisação, que será mantida até que os empresários voltem atrás na proposta de retirada das horas in itinere, que é tempo gasto pelo empregado na ida e volta até o local de trabalho. Dados levantados pela FETAEPE indicam que há cerca de 80 mil canavieiros/as no estado, entre safristas e trabalhadores efetivados. Com a retirada das horas in intinere, o canavieiro terá uma perda de 20% do salário.

A decisão sobre a greve foi tomada na quinta-feira (29), após 13 rodadas de negociação da 39ª Campanha Salarial da Categoria. O encaminhamento ocorreu porque os patrões propuseram a retirada das horas in itinere e informaram que qualquer outro avanço na pauta só ocorreria se houvesse a renúncia a esse direito.  As negociações da 39ª Campanha Salarial da Categoria, coordenadas pela FETAEPE e Sindicatos da Zona da Mata, com o apoio da FETAPE e das centrais sindicais CTB e CUT, começaram no dia 9 de outubro.

Edição: Vanessa Gonzaga