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Mistérios e segredos em “O Sétimo Guardião”

Regionalismo e realismo fantástico marcam a trama ainda nebulosa da novela

Belo Horizonte

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O que vem intrigando e causando ansiedade no público é tentar descobrir o grande mistério e segredo de “O sétimo Guardião" / Reprodução

A nova novela das 21h, "O Sétimo Guardião", do polêmico e ousado autor Aguinaldo Silva promete – e vem cumprindo – fazer bonito no horário nobre da TV. A trama, que se desenvolve numa cidade do interior chamada Serro Azul, traz no enredo o regionalismo (fugindo do eixo Rio-São Paulo) e o realismo fantástico, ou seja, muita fantasia, coisas fora da nossa realidade e grandes mistérios. Algo muito presente na carreira do escritor Aguinaldo Silva, famoso por sucessos como “A Indomada” e “Fera ferida”. 

A principal trama misteriosa até o momento é a que envolve os guardiães que têm a missão de proteger uma fonte com propriedades curativas e rejuvenescedoras. Eles buscam levar uma vida comum, como o prefeito Eurico (Dan Stulbach), o delegado Machado (Milhem Cortaz), o médico Aranha (Paulo Rocha), o mendigo Feliciano (Leopoldo Pacheco) e as divertidas mulheres: a cafetina Ondina (Ana Beatriz Nogueira) e a esotérica Milu (Zezé Polessa). Sem falar no guardião chefe, Egídio (Antônio Calloni) e no humano que virou gato, León (Eduardo Moscóvis) também ligado aos mistérios da fonte. Mas essa história ainda é algo muito nebuloso e confuso para quem assiste. 



A novela tem um ritmo mais lento do que as suas antecessoras, o que vem causando alguma estranheza no público e reflexos na audiência. Mas como já bem conhecemos o autor da trama, uma reviravolta pode acontecer a qualquer momento e sacudir tudo. Uma delas é a chegada de Valentina Marsalla (Lilia Cabral) – bem ao estilo “Tieta do Agreste” - que desembarcou essa semana em Serro Azul, agitando a cidadezinha, trazendo lembranças do passado de muitos personagens, e claro, dando ritmo à novela. 



Entretanto, mais do que isso, o que vem intrigando e causando ansiedade no público, nos fãs e críticos de novelas é tentar descobrir o grande mistério e segredo de “O sétimo guardião”. Isso, aliás, é que promete marcar para a história da TV o folhetim. Aguardemos a próximas emoções e surpresas. Com certeza, falaremos delas por aqui. 

Abraços!

 

*Felipe Marcelino é professor de filosofia

Edição: Joana Tavares