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Coluna Ciências | Como escolher o protetor solar?

O sol emite três tipos de radiação. A UVB é responsável pelas queimaduras e pela vermelhidão na pele

Brasil de Fato | Belo Horizonte (MG)

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O protetor solar possui substâncias capazes de absorver e refletir a radiação UV / Foto: Carla Cleto/Governo de Alagoas

Ah, o verão! Época em que sentimos na pele como o nosso amigo sol é poderoso.

Recebemos de nossa estrela radiações de três tipos principais. A primeira é a visível aos nossos olhos, que vai da frequência vermelha à violeta. Há ainda aquelas com frequências mais baixas, as infravermelhas, e as mais altas, as ultravioletas (ou UV).

A principal responsável pelos problemas de pele é a radiação UV, subdividida em A, B e C. A radiação UVC, mais agressiva, quase não chega à superfície da Terra, pois é absorvida pela camada de ozônio da atmosfera. Já as UVA e UVB chegam, e possuem efeitos diferentes sobre o organismo. 

A UVA, mais abundante e com frequências próximas da luz visível, penetra profundamente na pele, até a camada da derme. Já a UVB chega apenas na epiderme, a camada mais superficial.

A UVA está relacionada aos sintomas de envelhecimento da pele (flacidez e rugas), mas também pode originar manchas e câncer. É ela que estimula a produção da melanina e, assim, o bronzeamento da pele. Já a UVB é a responsável pelas queimaduras e pela vermelhidão geradas pela exposição ao sol. Também pode levar ao câncer.

Temos uma proteção natural contra os raios UV, a melanina. Porém, ela não é suficiente para evitar todos os problemas, mesmo em pessoas com a pele escura. Assim, são recomendadas medidas de proteção contra o sol, principalmente no verão. Usar roupas, óculos escuros e chapéu. Evitar os horários com maior intensidade, entre 9h e 16h. E usar protetor solar.

O protetor solar possui substâncias capazes de absorver e refletir a radiação UV, o que impede que ela chegue na pele. Essa proteção é categorizada naqueles números que vemos na embalagem, o Fator de Proteção Solar (FPS). O valor no rótulo indica quantas vezes mais aquele produto protege em comparação com o natural de sua pele. Ou seja, um FPS 15 gera 15 vezes mais proteção do que se você não tivesse passado nada.

A escolha do FPS deve se dar de acordo com a cor da pele e o quanto de exposição a pessoa terá. A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda FPS mínimo de 30. O protetor deve ser reaplicado de duas em duas horas, após o suor excessivo ou ao molhar a pele. 

Os protetores mais comuns protegem apenas contra a radiação UVB. Ou seja, não impedem o bronzeamento da pele. Hoje, é mais recomendado o uso de protetores de amplo espectro (ou que possuam no rótulo o item PPD), que também protegem contra a radiação UVA.

Proteja-se! E viva o verão!

Um abraço e até a próxima!

Edição: Joana Tavares