Entrevista

Recursos foram cortados sem nenhum aviso

Reitor da Federal conta como recursos saíram da conta e inviabilizam universidade

Brasil de Fato | Curitiba (PR)

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Professor Doutor Ricardo Marcelo Fonseca, reitor da Universidade Federal do Paraná / FOTO/SITE UFPR

“É como se você acordasse um dia, verificasse sua conta, e o dinheiro que você tinha programado para despesas até o fim do ano tivesse sido retirado”, explica o Professor Doutor Ricardo Marcelo Fonseca, reitor da Universidade Federal, sobre o corte de 30% do orçamento para custeio imposto pelo governo Bolsonaro (PSL). 

BdF-PR: Como a reitoria da Universidade Federal do Paraná ficou sabendo desse bloqueio de 48 milhões em suas contas?

Ricardo Marcelo Fonseca: No início da semana passada acontecia uma movimentação quando o ministro da Educação anunciou corte de verbas para a Universidade da Bahia, a Universidade Federal Fluminense e a Universidade de Brasília, com a justificativa de supostas balbúrdias e supostos maus desempenhos. Ficamos atentos. Num segundo momento, foi anunciado que o corte seria de maneira linear. E na quinta-feira, 2 de maio, amanhecemos com 30% menos nessa parcela que vem para manutenção e custeio das universidades públicas.

Houve algum comunicado do Ministério da Educação para que as universidades se preparassem? 

Não. Trata-se de uma operação orçamentária. Os valores que tinham sido alocados na conta única da universidade foram retirados. É como você acordar de manhã, pegar o aplicativo da sua conta corrente e ter 30% menos daquele valor que tinha planejado para viver até o fim do ano. 

Edição: Laís Melo