Coluna Luzes na Cidade

A revolução começa no quintal

Se há por parte dos governantes esdrúxulos o gérmen da destruição, devemos nos contrapor e fazer arte e nos proteger.

Brasil de Fato | Curitiba (PR)

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É preciso proteger o futuro: da degradação e dos megalomaníacos. Purificar terra & mar... E amar.  / Giorgia Prates

No quintal da minha amiga Ana Madureira, entre um café com bolo de cenoura e uma aula de Hukilau: reciclagem de tecidos têxteis. O fio de nylon demora seiscentos anos para decompor-se no mar. O pequeno mutirão é parte da Revolução da Beleza. Se há por parte dos governantes esdrúxulos o gérmen da destruição, devemos nos contrapor e fazer arte, proteger o meio ambiente e melhorar o mundo. Se mergulharmos na esponja asquerosa do momento, sucumbiremos, apagaremos nosso sol e seremos cúmplices da hora escura. Por falar nisso: alguns generais e coronéis alemães recusaram-se a seguir cúmplices. Decidiram eliminar Hitler. Claus von Stauffenberg (que comandou a operação Valkiria) e todos que se rebelaram, morreram. Hitler não morreu na explosão do bunker, mas eles tentaram. Os descendentes (sobrinhos netos de Hitler) decidiram não ter filhos para não prolongar sua descendência. É preciso proteger o futuro: da degradação e dos megalomaníacos. Purificar terra & mar… E amar. 

Edição: Laís Melo