Opinião

Editorial | O dia em que o Brasil parou

Querem que a Previdência seja mais uma mercadoria e que os grandes privilegiados sejam os bancos

Brasil de Fato | Belo Horizonte (MG)

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As ruas mineiras também trarão denúncias contra o governo Zema / Foto: Jorge Pereira/Mídia Ninja

Neste 14 de junho está sendo convocada uma greve geral para mais uma vez defender a previdência social, e ainda por pleno emprego, contra os cortes da educação, em defesa do SUS, em defesa das estatais contra a privatização, e para que a Vale pague por seus crimes em Brumadinho e Mariana.

A Previdência vem sofrendo ataques desde o governo Temer, mas que com o governo Bolsonaro, tem vivido sua maior ameaça. A proposta apresentada pelo governo Bolsonaro não é uma reforma, é uma proposta de extinção daquilo que conhecemos como previdência pública.

Querem que a previdência seja mais uma mercadoria e os grandes privilegiados serão os bancos que lucrarão muito, se apropriando de bilhões da nossa previdência.

Além disso, essa proposta de reforma demonstra mais uma vez o caráter misógino, patriarcal e machista deste governo. A reforma ataca frontalmente a vida das mulheres. Elas perderam mais, pois em razão da sua intermitência no trabalho formal, com as novas regras, elas se distanciarão ainda mais da aposentadoria. Além disso terão suas vidas mais precarizadas.

Mais de 13 milhões de desempregados

Em um país em que o desemprego alcança as marcas dos 13 milhões e onde já temos mais trabalhadores e trabalhadoras informais do que formais, a reforma da Previdência, se for aprovada, representará um maior empobrecimento do povo. E para a maioria trará a impossibilidade de aposentadoria, pois morrerão disso.

As ruas mineiras também trarão a denúncia do governo Zema, que vem promovendo um verdadeiro desmonte das políticas públicas. O governo Zema tem utilizado a velha estratégia de precarização das políticas públicas (diminuindo recursos humanos e financeiros) para logo mais à frente, dizer que é necessário privatizar para que os serviços sejam mais efetivos. 

Essa história de que se privatizar as coisas melhoram, nós mineiras e mineiros já sabemos bem. Diziam isso da Vale e o que vimos depois de sua privatização foram centenas de pessoas assassinadas, algumas ainda não encontradas, e rios mortos.

A orientação para o dia 14 é simples: não vá trabalhar, nem ao mercado, farmácias, consultas, padarias, restaurantes, bancos, academias, açougues, escolas e a nenhum estabelecimento. Tiremos o dia para defendermos nossos direitos.

 

Edição: Elis Almeida