QUAL É O BAIRRO?

Engenho do Meio tem história que relembra o Brasil Colônia

Local onde hoje fica o bairro já foi um dos engenhos mais lucrativos do estado

Brasil de Fato | Recife (PE)

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O Engenho do Meio faz limite com os bairros de Torrões, Cordeiro, Iputinga, Cidade Universitária e Curado / FUNDAJ

O nome do bairro tem origem vinda de um engenho que existiu no local e fazia limite com o que hoje são os bairros de Torrões, Cordeiro, Iputinga, Cidade Universitária e Curado. O primeiro proprietário de que se tem notícia foi Álvaro Velho Barreto que chegou a Pernambuco como sócio de parentes ricos de Vianna, em Portugal.  O engenho era um dos mais prósperos da região, chegando a ter produzido 4.634 arrobas de açúcar, em 1625. A propriedade foi confiscada por causa de dívidas, pela Companhia das Índias Ocidentais, no ano de 1637, e vendido a Jacob Stachouwer, que era um alto funcionário do governo holandês no Recife. Após a partida de Stachower para a Holanda, o engenho ficou sob os cuidados de João Fernandes Vieira, um dos combatentes da guerra contra os holandeses.

Mesmo com as várias trocas de proprietários, o bairro foi se constituindo com o povoamento das terras pelos trabalhadores da propriedade. É no Engenho do Meio que surge a Troça Cabeça de Touro que foi fundada em 1986, que recebeu esse nome depois de um dos jogadores da pelada do bairro receber um lançamento e cabecear por cima da trave, bem embaixo do gol e furou a bola. A turma não perdoou e o jogador logo foi apelidado de “Cabeça de Touro”, também dando nome ao grupo de carnaval. Hoje, o bairro ocupa cerca de 87 hectares e tem cerca de 11.000 habitantes, composto em sua maioria por mulheres (54,86%) e negros (47,25%).

 

Edição: Monyse Ravenna