INOVAÇÃO

PretaLab conecta mulheres negras e indígenas ao mercado da tecnologia

Projeto reúne perfis de profissionais em diversas áreas de inovação no Brasil

Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ)

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Mapeamento do “PretaLab” recebeu 570 respostas de mulheres negras e indígenas de todo país envolvidas em diversas áreas tecnológicas / Safira Moreira/Olabi

Criado há dois anos, o PretaLab promove inclusão de meninas e mulheres negras e indígenas no universo das novas tecnologias. Foi a partir do questionamento "Mas, afinal, elas existem?" sobre quem produz as ferramentas tecnológicas que usamos no dia a dia, que surgiu a iniciativa da organização social Olabi. 

Apesar de representarem mais de 25% da população brasileira, não existem dados sobre a representação das mulheres negras empregadas no mercado digital. Um mapeamento do “PretaLab” recebeu 570 respostas de mulheres negras e indígenas de todo país envolvidas em diversas áreas inovadoras da tecnologia, desde engenheiras robóticas até empreendedoras digitais.

 Em entrevista ao programa Brasil de Fato, Silvana Bahia, coordenadora do “PretaLab”, explicou que além de dar visibilidade ao trabalho das profissionais, o objetivo também é disseminar o interesse pela tecnologia. 

“Como esse mercado é muito promissor e está em ebulição, de fato há um déficit de pessoas capacitadas, então queremos estimular que as mulheres se apropriem desse conhecimento. A tecnologia é o futuro mas ela está sendo construída agora”, afirma Silvana.

O mercado digital é uma potência com previsão de crescer 25% até 2020, segundo uma pesquisa da Accenture Strategy e da Oxford Economics. A nova ferramenta do PretaLab conecta mulheres negras e indígenas com atuação na área ao mercado da tecnologia. Mais de 100 mulheres já se cadastraram na plataforma disponível na internet. 

“A diversidade é a grande chave para alguma transformação social. Quando falamos de incluir mais mulheres negras e indígenas queremos trabalhar por produtos e serviços da tecnologia que nós consumidos cada vez mais diversos”, completa Silvana.

Para acessar os perfis ou se cadastrar na plataforma, acesse o site do PretaLab.

Edição: Mariana Pitasse