Opinião

Editorial | Um grito contra a destruição do Brasil

7 de setembro: Em Minas ocorrem atividades nas maiores cidades do estado

Brasil de Fato | Belo Horizonte (MG)

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Grito dos Excluídos realizado em 2018, em Belo Horizonte / Foto: Mídia Ninja

O Grito dos Excluídos nasce da necessidade de dar voz ao povo, à população historicamente excluída pelo Estado, da colonização até os dias de hoje de capitalismo neoliberal. A sua origem remonta à segunda Semana Social Brasileira (SSB), promovida pela Pastoral Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizada entre 1993 e 1994. Em 1995 nascia como gesto concreto da SSB o Grito dos Excluídos no dia 7 de setembro, denunciando que a independência do Brasil segue inconclusa. Este ano o lema do Grito é “Este sistema não Vale”, em referência aos crimes da Vale em Mariana (2015) e em Brumadinho (2019).  

A data do 7 de setembro é um símbolo importante na luta contra a desigualdade que se perpetua no Brasil. Somos um povo síntese. Resultado do processo de colonização construída a partir da escravização do povo preto, o extermínio dos indígenas e da vinda de imigrantes europeus e asiáticos, conformando nossa identidade de povo brasileiro. Uma história construída com muito sangue e violência, e também com muita luta e resistência à exploração e à falta de acesso aos direitos básicos, como saúde, moradia, transporte, trabalho, informação e alimento.

Pela educação e pela aposentadoria

Este ano o Grito ecoará com ainda mais força. Os trabalhadores em educação, estudantes, centrais sindicais e a Frente Brasil Popular transformaram o dia 7 em data nacional de luta pela educação e pela aposentadoria. 

O governo Bolsonaro desmantela a nação, busca privatizar nossas estatais, ataca a Previdência pública e solidária, os direitos trabalhistas e dá carta branca para o desmatamento da Amazônia. É uma política de aumentar a distância entre os ricos e pobres no Brasil, fazer com que a desigualdade aumente e que o nosso povo volte a passar fome. A ampla maioria da população vive sem condições básicas de sobrevivência. O projeto em curso, como demonstra o exemplo da Argentina, tenderá a piorar a situação, enquanto nossa elite vive com seus privilégios em condomínios de luxo.

Em Minas ocorrerá atividades nas maiores cidades do estado. Em Belo Horizonte, vai ocorrer um grande ato com concentração debaixo do viaduto Santa Teresa às 9h no dia 7 de setembro. É preciso participar desse grito, para derrotar a retirada de direitos e dar condições de vida digna para o nosso povo. Levantemos a nossa voz por um projeto popular para o Brasil.

Edição: Elis Almeida