Protesto

O “Grito dos Excluídos” ecoa no Cariri cearense

Juazeiro e Crato marcaram o 7 de setembro com manifestações

Brasil de Fato | Juazeiro do Norte (CE)

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Ato em Juazeiro do Norte / Cleiton Neto

No último dia 7 de Setembro, as manifestações do 25º Grito dos Excluídos aconteceram em Juazeiro do Norte e no Crato, cidades do Cariri cearense com atos significativos que contaram com a participação de pastorais, entidades de base, movimentos populares e da população em geral.

Juazeiro do Norte

Em Juazeiro do Norte, o Grito se concentrou perto do Parque das Timbaúbas, numa das principais avenidas da cidade. Movimentos eclesiais católicos conduziram o início do ato com falas relacionadas à preservação da vida e do meio ambiente. “Esse sistema tira o direito dos camponeses, direito a terra, ao trabalho digno. É por isso que dizemos que esse sistema não vale” disse Antonio Vieira, coordenador diocesano do Ministério da Caridade. O lema do Grito dos Excluídos e das Excluídas esse ano é “Este sistema não vale! Lutamos por Justiça, Direitos e Liberdade!”. 

Moradores dos bairros e das comunidades rurais de Juazeiro do Norte tiveram espaço no ato para relatar problemas diversos em suas localidades. Saneamento básico, infraestrutura, saúde e educação são algumas das áreas mais afetadas na voz de populares presentes no momento. “Que esse nosso grito chegue até o prefeito [Arnon Bezerra] para que ele possa olhar pelas comunidades, pelos bairros, pela saúde e pela educação da nossa cidade.” completou Zuleide Pereira moradora da comunidade Nossa Senhora das Candeias.

Crato

Em contraste aos tradicionais desfiles típicos da data, a concentração do Grito no Crato aconteceu no centro da cidade, na Praça São Vicente. Os manifestantes se organizaram com faixas, bandeiras, cartazes e tambores, compondo a fila das exibições cívicas que tomavam as ruas da cidade. 

Com boa parte da cidade em atenção, a manifestação seguiu com palavras de ordem em denúncia aos ataques à educação e a aposentadoria. “Estamos organizados e articulados com outros coletivos para promover uma resistência ativa contra esse governo.” declarou José Antonio, morador do Assentamento 10 de Abril, jovem militante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Além da juventude rural, diversos outros coletivos de jovens fortaleceram as vozes do Grito no Cariri. O ato terminou após uma caminhada pelo centro de Crato culminando com mais atividades na Praça da Sé, ponto final da manifestação.

 

Edição: Monyse Ravena