Golpe

Imprensa mundial condena impeachment de Dilma

É dolorosamente óbvio que Temer é um tapa na cara da democracia brasileira”, diz doméstica ao Washington Post

Rio de Janeiro (RJ)

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Principais jornais internacionais criticam impeachment de Dilma / Arte de Juliana Braga

Os principais jornais, sites e canais de televisão do mundo repercutiram o afastamento definitivo da presidente eleita Dilma Rousseff

O principal jornal da França, Le Monde destacou que os presidentes anteriores à Dilma usaram as mesmas manobras orçamentais, conhecidas como pedaladas fiscais, sem nenhuma interferência ou punição. “Portanto, trata-se de um ‘golpe’ institucional, orquestrado por partidos de direita e seu ex-vice-presidente, Michel Temer”, diz o texto publicado pelo meio francês.

O jornal mais famoso dos Estados Unidos, The New York Times ressaltou: “Senado brasileiro afastou a primeira mulher eleita presidente”. Entre as informações que vem em destaque está o legado dos governos do PT. “O impeachment coloca um fim definitivo a 13 anos de governo do Partido dos Trabalhadores, de esquerda. Nesse período, a economia do Brasil cresceu, milhões pessoas ascenderam para a classe média e o país ganhou importância no cenário global”.

Outro importante meio de comunicação dos Estados Unidos, Washington Post, trouxe em sua matéria principal, na sua página web, uma entrevista com uma empregada doméstica brasileira. "‘É dolorosamente óbvio que Temer é um tapa na cara da democracia brasileira’, disse Creuza Maria Oliveira, presidente da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas, que representa milhões de empregadas domésticas, beneficiárias do fortalecimento das leis trabalhistas no governo Dilma”, dizia a reportagem.

Já a Telesur, o maior canal de notícias da América Latina, que transmite para mais de 100 países, classificou o impeachment de golpe. “Consolidado o golpe no Brasil”, afirmou. Também na Argentina, Portugal, Rússia e até no Oriente Médio, a repercussão seguiu a mesma linha.

POLÍTICOS

Além da imprensa, a classe política também reprovou o golpe, em vários países. Na semana passada, 20 políticos britânicos condenaram o afastamento da presidente brasileira, Dilma Rousseff, o que classificaram como "um insulto à democracia". Na Espanha e nos Estados Unidos parlamentares também manifestaram seu repúdio.