Repressão

Em Honduras, conselho indígena é brutalmente reprimido pela polícia

O ato ocorreu enquanto exigir respeito dos povos indígenas

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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Homens, mulheres e crianças participavam da atividade em Tegucigalpa / COPINH

Na tarde desta quinta-feira (20), homens e mulheres do Conselho Cívico de Organizações Populares e Indígenas de Honduras (COPINH) e da Organização Fraternal Negra de Honduras (OFRANEH) foram brutalmente reprimidos pela policia hondurenha enquanto realizavam um ato cerimonial no Ministério Público (MP) em Tegucigalpa, capital do país.

Segundo relatado em coletiva de imprensa realizada na sexta-feira (21) pela manha, os policiais não respeitaram o ritual do povo Lenca, e avançaram contra o homens, mulheres e criança que participavam do ato para despejá-los do MP. 

Salvador Zúniga, do COPINH, afirma a necessidade de denunciar as agressões. "Sabemos da repressão, da criminalização do Estado repressivo contra o povo Lenca, que resiste contra organizações de povos indígenas. O estado de Honduras não quer reconhecer que está cometendo ilegalidades com a entrega do nosso território. Seguiremos na luta por vida, pela terra e pela defesa da natureza”.

A atividade se enquadrava na “Marcha da Resistência: pela terra, os rios e a vida”, convocada pelo COPINH para exigir respeito aos direitos dos povos indígenas, rechaçar a campanha de criminalização contra a organização e exigir justiça pelo crime de Berta Cáceres, morta em abril deste ano, e dos demais companheiros assassinados.

Segundo os dados divulgados pelo conselho, 113 ativistas ambientais foram assassinados entre 2010 e 2016.

Edição: Camila Rodrigues da Silva