Mobilização

Com palavras de ordem de "SP não está à venda", movimentos desocupam Câmara Municipal

Os manifestantes protestavam contra o pacote de privatizações do prefeito João Doria e as restrições ao passe livre

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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Em jogral, ao saírem da Câmara, os ocupantes convocaram a população para se somar às mobilizações. / Rute Pina / Brasil de Fato

Após três dias de ocupação, estudantes e movimentos culturais e populares desocuparam pacificamente a Câmara Municipal de São Paulo nesta sexta-feira (11).

Os manifestantes protestavam contra o pacote de privatizações do prefeito João Doria (PSDB) e as restrições ao passe livre estudantil.

Os ocupantes expuseram a falta de diálogo com o prefeito e o presidente da Câmara Municipal, o vereador Milton Leite (DEM).

Um ato em solidariedade à ocupação também foi realizado em frente à Câmara, pouco tempo antes da saída.

Presente no ato, Miriam Hermógenes, da direção executiva da Central de Movimentos Populares (CMP), falou da importância de apoio à mobilização dos estudantes e criticou a atuação da prefeitura, que não tem sido inclusiva desde o início de sua gestão.

"A população, em especial os trabalhadores, já tem tão pouco dos serviços públicos, e agora com esta proposta de privatizar, vai cada vez mais ficar escasso a população poder usar este serviço. A gente acha que o poder público tem a obrigação e a responsabilidade na cidade como um todo e dentro um projeto que inclua o trabalhador", disse.

Em jogral, ao saírem da Câmara, os ocupantes convocaram a população para se somar às mobilizações: "No dia 17, construiremos um grande ato na Jornada de Lutas da Juventude para dizer ao Doria que a resistência nos define e não vamos descansar".

A nova manifestação ainda não tem local e hora para ocorrer.

Edição: Simone Freire