Campo

Amazônia Legal concentra 79% dos assassinatos por conflitos no campo, divulga CPT

Dados consolidados foram apresentados em um Atlas pela Comissão Pastoral da Terra na tarde desta quinta-feira (28)

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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Missionára Dorothy Stang foi assassinada em 2005 no Pará e é um dos símbolos da violência na região / Tomaz Silva

A Amazônia Legal, que compreende toda a região Norte mais partes do Maranhão e Mato Grosso, concentrou, em 2016, 79% dos “assassinatos” por conflitos no campo, segundo dados divulgados pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), na tarde desta quinta-feira (28). Ao todo foram assassinados 61 pessoas, o equivale a uma média de cinco assassinatos por mês.

O estado de Rondônia, além de concentrar o maior número de assassinatos e de presos, foi o segundo estado com o maior número de agredidos (141 de um total de 571), o segundo estado com mais ameaças de morte (40 de 200) e, junto com o Mato Grosso do Sul, foi o terceiro estado com mais tentativas de assassinato (10).

Os dados também registram que os conflitos por terra cresceram mais de 313% em Tocantins, na comparação com o ano anterior. De 24 ocorrências em 2015, os registram aumentaram para 99. O estado está na área conhecida como MATOPIBA, um projeto de desenvolvimento do agronegócio que avança sobre o cerrado, principalmente nos estado do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

O lançamento do atlas aconteceu durante o Encontro sobre a Mercantilização da Natureza e a problemática de Redução de Emissões provenientes de Desmatamento e Degradação, que reúne agentes da Pastoral da Terra e trabalhadores do campo na cidade de Brasília (DF).

A publicação completa está disponível online.

Edição: Simone Freire