TARECO

Taça Recife de Comunidades acontece em janeiro

A competição acontece no mês de janeiro e funciona no sistema de mata-mata

Brasil de Fato | Recife (PE)

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A Tareco tem o apoio da CUFA\PE. / CUFA PE

A maioria dos bairros da Região Metropolitana do Recife tem algum grupo que joga uma “pelada” em algum campo da localidade. E tem também algum projeto que trabalha o esporte como ferramenta de mudança social. Pensando em integrar essas comunidades e, por consequência, descobrir novos talentos, que a Taça Recife de Comunidades – TARECO chega a sua quinta edição.

A competição acontece no mês de janeiro e funciona no sistema de mata-mata: todas as equipes se enfrentam. Quem perder está fora da disputa. Em 2018 tem novidade no regulamento, agora a competição está dividida em série A e série B. Na primeira divisão, jogam as 16 equipes que ficaram nas melhores posições na disputa do ano passado. E para a série B, as outras 16 que perderam e mais outras 16 que serão escolhidas através das inscrições feitas pelo site. Para se inscrever é só acessar o site http://www.tarecofutebol.com.br, colocar todos os dados do projeto e esperar uma visita da equipe organizadora. Os requisitos são estabilidade e seriedade do projeto.

A TARECO tem o apoio da Central Única das Favelas - Pernambuco (CUFA PE) e da Federação Pernambucana de Futebol (FPF PE). A competição acontece entre 32 comunidades do Recife, Olinda e Jaboatão. Participam mais de 1000 jovens entre 13 e 15 anos. Para o coordenador de comunicação da CUFA-PE, Guilherme Dias, o campeonato é muito importante para a vida social das comunidades “é um momento que nós conseguimos fazer com que os meninos que estão de férias, sem ter muita opção do que fazer, tenha uma atividade produtiva e que integra com outras localidades”, conta.

Na competição passada, a comunidade de Vila Cardeal, após jogos difíceis e disputas de pênaltis conquistou o seu bicampeonato contra a equipe do Campo do Banco. Todas as finais são disputadas no campo do Derby e, na verdade, todas as equipes saem ganhando. “Temos muitas comunidades que eram “rivais” e que com esse trabalho se enfrentam em campo e até visitam os campos adversários, sem nenhum problema. Isso é muito significativo”, ressalta Guilherme.

 

Edição: Monyse Ravena