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Integrante da tropa de choque que virou Ministro só fala besteira

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Marun só é Ministro porque quem tem está na presidência é o lesa pátria Temer e vem sendo escalado para dizer baboseiras. / Valter Campanato/Agência Brasil
Temer tenta a todo custo convencer os seus aliados e deve estar prometendo tudo

Quem acompanha o noticiário político deu gargalhadas com a declaração do Ministro Carlos Marun ao afirmar em alto e bom som que Michel Temer é o maior presidente da história do Brasil e complementando disse, sem a minha vergonha, que é o maior presidente por “hora de mandato”.

Como se não bastasse, Marun acrescentou que mesmo diante de uma barragem de notícias mentirosas, tem se mantido duro como uma rocha. E finalizou a estupidez afirmando que "por muito menos, Getúlio Vargas se deu um tiro". Marun, como se sabe, só é Ministro porque quem está na presidência é o lesa pátria Temer e vem sendo escalado para dizer baboseiras do tipo mencionada acima, que enfatizou em uma palestra. 

Complementando o tom, Marun voltou a defender a nomeação de Cristiane Brasil para o cargo de Ministra do Trabalho. Curiosamente, Temer não foi mais questionado se manterá a nomeação da filha de Roberto Jeferson. É possível até que mude de ideia em função do enorme desgaste, mas isso vai depender do desfecho da votação da contra reforma da Previdência. Os áulicos do lesa pátria que se considera honesto já chegaram a conclusão que dificilmente conseguirão os 308 votos na Câmara dos Deputados.

É preciso estar atento em relação ao procedimento do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que anda dizendo que só colocará o tema em votação se verificar que o governo poderá aprovar. Temer tenta a todo custo convencer os seus aliados e, embora não se noticie, deve estar prometendo tudo e muito mais aos parlamentares.

Mas até agora, segundo as sondagens, está falando mais alto o fato de muitos parlamentes temerem não conseguir se reeleger no caso de votar a favor da contra reforma, o que poderá resultar na conseqüente perda do foro privilegiado. 

É o que está acontecendo neste momento no Congresso e, claro, o mesmo raciocínio em relação aos deputados prevalece entre os Senadores. Nesse sentido, brasileiros e brasileiras que vão votar em 7 de outubro próximo devem estar atentos na hora de decidir em quem votar para deputado e senador, pois se espera que não se repita o que aconteceu em 2014 com a eleição de figuras do gênero Carlos Marun e o agora ex-deputado Eduardo Cunha, entre outros.

Se a atenção não for redobrada, parlamentares que envergonham a nação brasileira voltarão a reinar e aproveitar as bocas que lhe são oferecidas no velho esquema toma lá dá cá. Ou será que alguém tem dúvida que os integrantes do atual Congresso não se valem desse expediente espúrio?

Quanto à eleição para a chefia do Executivo, está cada vez mais claro que o candidato apoiado pelo esquema do lesa pátria Michel Temer sofrerá as consequências. Podem  imaginar se o próprio Temer decidisse concorrer? Mas naturalmente não pretenderá correr o risco de ser repudiado nas urnas. Diante desse quadro, não será de se estranhar que mesmo os candidatos apoiadores do projeto que faz o Brasil se comportem de forma a não aceitar o apoio do lesa pátria.

Como faltam ainda cerca de oito meses para a data marcada para a eleição, não será também nenhuma surpresa se Carlos Marun e outras figuras do gênero forem acionados para evitar que o povo decida eleger quem rejeite o atual projeto e também colocar em consulta popular os atuais projetos executados pelo governo do lesa pátria Michel Temer. 

Nesse sentido não será nenhuma surpresa se a patota mudar as regras do jogo sem consultar o povo, como, por exemplo, levar os congressistas a aprovarem a instituição de um regime parlamentar ou semipresidencialista. A patota parlamentar apoiadora do lesa pátria lembra perfeitamente que na última consulta eleitoral, em 7 de setembro de 1993, o parlamentarismo foi fragorosamente derrotado obtendo cerca de dois milhões de votos contra nove 9 milhões votos em favor da manutenção do presidencialismo.

A única forma de resistir é estar atento ao desenrolar dos acontecimentos e mobilizar a opinião pública, não aceitando o aprofundamento do golpe que conta com o apoio da tal base aliada e de grupos econômicos poderosos, como, por exemplo, os que estão reunidos nas federações empresariais, tipo FIESP.

Edição: Brasil de Fato RJ