AMÉRICA LATINA

Eleição presidencial no Uruguai será decidida em segundo turno

Frente Ampla, há 15 anos no poder, enfrentará aliança de partidos do campo da direita na disputa de 24 de novembro

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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Daniel Martínez, da coalizão de esquerda Frente Ampla, foi o mais votado no primeiro turno / Foto: Reprodução/Twitter

Daniel Martínez, da coalizão de esquerda Frente Ampla, e o advogado Luis Lacalle Pou, do Partido Nacional, de centro-direita, irão para o segundo turno das eleições presidenciais do Uruguai, segundo dados divulgados na madrugada desta segunda-feira (28). A disputa irá ocorrer em 24 de novembro. 

Com 98,06% das urnas apuradas pela Corte Eleitoral do país, Martínez obteve 38,6% dos votos, enquanto Lacalle Pou conseguiu 28,22%. Ao todo, 11 candidatos disputaram o pleito. 

Uma das surpresas da corrida envolve a candidatura do ex-comandante do Exército Guido Manini Ríos, da agremiação de extrema direita Cabildo Abierto. Visto como uma espécie de Bolsonaro uruguaio, o postulante teve um crescimento meteórico no final da disputa e conquistou 10,73% dos votos, ficando em quarto lugar. Na sua frente, ficou Ernesto Talvi, do Partido Colorado, com 12,16%. A,bos já declararam apoio a Lacalle Pou no segundo turno. 

Daniel Martínez, um engenheiro de 62 anos, tentará manter a Frente Ampla, força política que governa o Uruguai há 15 anos, no poder. Para especialistas, a sigla poderá encontrar dificuldade para somar forças com outras legendas.

O candidato que suceder o atual presidente, Tabaré Vázquez, terá pela frente o desafio de minar o aumento da violência no país, que em 2018 registrou um crescimento alarmante em comparação com o ano anterior: 45%, segundo estimativas.

Além das presidenciais, 99 cadeiras da Câmara e 30 do Senado estavam em disputa. Também houve eleição para os governos regionais. Todos os mandatos no Uruguai, inclusive o presidencial, têm duração de 5 anos. 

Edição: João Paulo Soares