Justiça

ONG de direitos humanos defende investigação de assassinatos no Pará

Human Rights Watch pede resposta ao governo do Pará sobre a onda de assassinatos que aconteceu no estado nesse mês

Radioagência Nacional | Brasília (DF)

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25 homicídios apresentam características de execução e podem estar relacionados a morte do policial / PC / ASSECOM

O policial da Ronda Tática Metropolitana Rafael da Silva foi morto no dia 20 de janeiro, em Belém, durante uma troca de tiros com supostos criminosos. Entre a sua morte e às 12h do dia seguinte, 30 pessoas foram assassinadas na Região Metropolitana da capital paraense.

Segundo o governo estadual, 25 dos homicídios apresentam características de execução e podem estar relacionados a morte do policial.

Para a organização não governamental, todo homicídio de policial merece uma resposta rápida e séria, mas são inaceitáveis as execuções como forma de retaliação.

Ainda segundo a Human Rigths, todas essas mortes devem ser minuciosamente investigadas e punidas dentro dos limites da lei.

De acordo com o governo do Pará, oito delegados atuam nas investigações dos crimes ocorridos na Região Metropolitana de Belém, nos dias 20 e 21.

Policiais continuam analisando os laudos, bem como as imagens de câmeras de segurança. Algumas testemunhas já foram ouvidas e não existe previsão de novos depoimentos.

O governo diz, ainda, que até agora nenhum suspeito foi identificado.