Ásia

Coreia do Norte anuncia reforço de armas nucleares após EUA enviarem porta-aviões

Texto oficial adverte que, se "as provocações" continuarem, forças norte-coreanas "responderão com golpes mortais"

Kim Jong-un, líder da Coreia do Norte / Divulgação

A Coreia do Norte vai reforçar suas "medidas nucleares de autodefesa" após o envio do porta-aviões estadunidense Carl Vinson para perto de seu território, informaram nessa segunda-feira (24) os meios de comunicação estatais. Para Pyongyang, o movimento dos EUA é um "blefe".

Em um artigo de opinião publicado pelo jornal estatal Rodong, Pyongyang afirma que "seria um erro fatal por parte dos EUA pensar que pode amedrontar com o porta-aviões nuclear a RPDC" (sigla para República Popular Democrática da Coreia, nome oficial da Coreia do Norte).

O texto adverte que, se "as provocações do inimigo" continuarem, as forças norte-coreanas "responderão com golpes mortais" e resistirão a "qualquer tentativa de guerra total com um ataque nuclear sem piedade". O artigo também ameaça "aniquilar os invasores" e anuncia que o exército e o povo norte-coreanos "reforçarão suas medidas de dissuasão nuclear para a autodefesa de todas as formas possíveis".

Porta-aviões

A embarcação e sua frota de ataque se encontram atualmente realizando exercícios conjuntos estratégicos com tropas japonesas no Pacífico e planejam se aproximar da península da Coreia no final desta semana.

Washington anunciou, há duas semanas, que tinha enviado o porta-aviões em resposta a um teste de mísseis norte-coreano no início de abril, embora a frota tivesse participado primeiro de exercícios com a Austrália sem que a Casa Branca confirmasse até a última quinta (20).



Em meio à grande tensão na região, nesta terça-feira (25) será comemorado o 85º aniversário do Exército Popular da Coreia, uma data importante para o governo de Kim Jong-un e que, segundo alguns analistas, pode ser a ocasião para um novo teste balístico de Pyongyang.

As últimas imagens registradas via satélite do centro de testes nucleares de Punggye-ri (nordeste) mostravam supostos preparativos para uma nova operação deste tipo.

Edição: Opera Mundi