Reta final

Haddad convoca "ato da virada" nesta quarta em São Paulo

Na véspera do segundo turno, apoiadores do petista tentam reunir força política para reverter desvantagem nas pesquisas

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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Haddad em agenda na favela da Maré, no Rio de Janeiro (RJ), nesta terça-feira (23) / Foto: Ricardo Stuckert

Cinco dias antes do segundo turno das eleições presidenciais, movimentos populares e partidos políticos fazem, em São Paulo (SP), o "Ato da virada pela democracia" em apoio ao candidato Fernando Haddad (PT).

Os militantes vão se reunir às 17h no Largo da Batata, zona oeste da capital paulista. A manifestação ocorre um dia após os cariocas saírem às ruas em defesa do petista.

Integrante da direção nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Kelli Mafort pontua que o objetivo é demonstrar força política capaz de reverter desvantagem de Haddad no segundo turno.

"Nós estamos compreendendo que o processo das eleições ainda estão em disputa. É possível virar. E esse processo do ato consagra todo um trabalho que a gente vem fazendo com as nossas brigadas nas periferias, nos centros das capitais, nas cidades pelo país afora", afirma a dirigente.

O candidato de extrema direita Jair Bolsonaro (PSL) lidera as pesquisas de intenção de voto. De acordo com os últimos dados do Instituto Ibope desta terça-feira (23), Bolsonaro tem 57% dos votos válidos, enquanto Haddad tem 43%: em comparação com a última pesquisa, de 15 de outubro, a diferença entre os candidatos caiu 4 pontos percentuais.

"E com quem a gente tem conversado nos trens, metrôs, terminais de ônibus ou batendo de casa em casa, a gente sente uma grande esperança da virada e que, de fato, vamos conseguir derrotar essas forças ultradireitistas que estão concentradas na candidatura de Jair Bolsonaro", completa.

Mafort também pontua a articulação de uma frente ampla em defesa da democracia, que reúne entidades, artistas e religiosos de diferentes matrizes. Estão confirmadas a presença de Haddad, Manuela d'Ávila (PCdoB), candidata a vice da coligação O Brasil Feliz de Novo, e do ex-candidato Guilherme Boulos (PSOL), liderança do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

Além disso, os manifestantes vão se contrapor às ameaças da campanha do candidato do PSL contra a oposição, inclusive com a proposta de caracterizar o MST e o MTST como terroristas.  

No último domingo (21), Bolsonaro prometeu, em uma mensagem em vídeo transmitida a seus apoiadores, que "marginais vermelhos serão banidos da nossa pátria", se eleito. 

"Isso é um absurdo porque são movimentos que lutam pela moradia, pela reforma agrária, pelos direitos básicos do nosso povo. É por isso que  vamos às ruas dizer que não temos medo de Bolsonaro. Estamos nessa luta e nesse enfrentamento", finaliza.

Edição: Diego Sartorato