Opinião

Artigo: Governo conservador é uma ameaça para as minorias LGBTs

Lutaremos pela democracia para que nenhuma pessoa seja morta por ser lésbica, gay, bissexual, travesti ou transexu

Rio de Janeiro

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Direitos de minorias estão ameaçados com o golpe / Divulgação

A jovem democracia brasileira sofreu um golpe orquestrado pelos setores empresariais, midiáticos e Congresso Nacional. Essa iniciativa teve como articulador o vice-presidente Michel Temer (PMDB) e o réu da “Operação Lava Jato”, o deputado federal afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

No primeiro dia enquanto presidente interino, Michel Temer mostrou a que veio. O fim do “Ministério da Cultura”, do “Ministério do Desenvolvimento Agrário” e do “Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial, da Juventude e dos Direitos Humanos” representa um atraso para as populações que historicamente foram penalizadas com a falta de políticas públicas.

O fim destes ministérios representa o avanço do conservadorismo. A composição ministerial de Temer sequer tem mulheres e pessoas negras, reafirmando o caráter machista e racista da política operada pelos golpistas.

Esse contexto de crise política e econômica é o solo fértil para o avanço do conservadorismo. Assim, os direitos das minorias, como as pessoas LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais), estão profundamente ameaçados. 

Nos últimos anos as pessoas LGBTs foram beneficiadas com políticas que visam garantir a cidadania e o combate à violência, como a criação do Conselho Nacional de Combate à Discriminação de LGBT (CNCD/LGBT). Embora há muito o que avançar, houve experiências bem sucedidas, como a realização de Conferências Nacionais de Políticas Públicas para LGBT, o Programa Brasil Sem Homofobia e a implementação do Sistema Nacional de Promoção dos Direitos Humanos e Enfrentamento à Violência contra a População LGBT.

Um governo interino que surge de um golpe contra a democracia, como o de Michel Temer (PMDB), não será capaz de garantir os direitos dos grupos LGBTs, uma população marcada pela violência do conservadorismo. 

Por isso, as/os LGBTs sairão às ruas e continuarão denunciando o golpismo do PMDB. As e os LGBTs não vão temer! Lutaremos cada dia pela democracia brasileira e para que nenhuma pessoa seja assassinada por ser lésbica, gay, bissexual, travesti ou transexual. 

Leonardo Nogueira é integrante do Levante Popular da Juventude.