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Associações internacionais manifestam solidariedade ao Brasil de Fato após censura

No último dia 20, fiscais do TRE apreenderam 20 mil exemplares do tabloide especial sobre as eleições

Brasil de Fato | São Paulo

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Jornais foram confiscados pelo TRE na sede do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense / Reprodução

Asociación Latinoamericana de Educación y Comunicación Popular (ALER) e o Foro de Comunicación para la Integración de NuestrAmérica (FCINA), dois dos mais importantes grupos em defesa da liberdade de expressão no continente, manifestaram solidariedade ao Brasil de Fato após a apreensão de 20 mil exemplares do tabloide especial sobre as eleições 2018 em Macaé, no Rio de Janeiro.

Segundo a nota divulgada pela ALER em Quito, no Equador, a ação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) configura "coação e censura contra um meio de comunicação alternativo que, a partir de sua posição editorial, tem informado com rigor jornalístico sobre a delicada conjuntura eleitoral que vive o Brasil, caracterizada pela ameaça neofascista que representa a candidatura de ultra-direita de Jair Bolsonaro".

No mesmo comunicado, a Associação condena o "grave atentado contra a liberdade de imprensa e de expressão, contra o direito cidadão à informação e contra a democracia, que violenta tratados internacionais como a Convenção Americana sobre Direitos Humanos e o Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos".

A ALER possui uma rede de rádios e meios de comunicação em 17 países do continente, e enviou uma mensagem de estímulo ao Brasil de Fato, para que "continue com sua prática jornalística crítica y comprometida com os interesses do povo brasileiro, especialmente os setores mais desfavorecidos".

No mesmo dia, o FCINA "manifestou rechaço à essa medida de perseguição e censura à imprensa livre e popular".

O Fórum questiona as medidas que considera arbitrárias do TSE à luz da conjuntura eleitoral no Brasil. "No contexto de irregularidades antidemocráticas que atravessa o país e do falseamento deliberado de informação através das redes sociais, que viciam o atual pleito eleitoral, não podemos deixar de classificar esta ação como mais uma arbitrariedade que limita a liberdade de opinião e expressão jornalística, valores centrais para a democracia".

Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) disputam o segundo turno das eleições presidenciais no próximo domingo (28).  

Edição: Daniel Giovanaz