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Parlamento do Reino Unido bloqueia a possibilidade de uma saída "brusca" da UE

Resolução aprovada nessa quarta (03) obriga a premiê Theresa May a negociar e adiar a saída do bloco novamente

Nessa quarta-feira (03) o Banco da Inglaterra alertou sobre a possibilidade “extremamente alta” de uma ruptura abrupta com o União Europeia / teleSUR

A câmara baixa do Parlamento Britânico aprovou nessa quarta-feira (03) uma resolução que bloqueia a possibilidade de que o Reino Unido abandone a União Europeia (UE) sem propor um acordo, obrigando o governo britânico a solicitar, a qualquer momento, uma nova prorrogação de sua saída do bloco, prevista para 12 de abril.

A iniciativa que evita o chamado “Brexit duro”, isto é, rejeita uma saída abrupta, foi aprovada com a diferença de apenas um voto e agora deve ser debatida na câmara alta do Parlamento.  Se for aprovada, a primeira-ministra Theresa May (Partido Conservador) deve buscar um novo adiamento para o artigo 50, também conhecido como "cláusula de retirada", do Tratado de Lisboa de 2007, que rege o processo que um país deve seguir para deixar de fazer parte dos Estados-membros da União Europeia.

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Depois que o Parlamento britânico rejeitou pela terceira vez, no último dia 29, a proposta de acordo apresentada pelo governo, May confirmou que tentará uma prorrogação “mais curta possível” para a saída do Reino Unido do bloco, enquanto continuam as negociações, descartando a opção de um “não acordo”.

Prevendo que a possibilidade de uma possível saída abrupta no próximo dia 12 era "extremamente alta", o Banco da Inglaterra fez um alerta sobre os impactos econômicos do "Brexit duro".

Com a mesma incerteza, o Google anunciou que mudará seu serviço de pagamento de Londres à capital irlandesa de Dublin, para que continue funcionando normalmente frente à iminência de uma mudança na “relação do Reino Unido com União Europeia”, afirmaram fontes da empresa estadunidense.

Passados mais de dois anos desde a aprovação do Brexit, o governo britânico, liderado por May, enfrenta dificuldades para aprovar os termos do acordo e é alvo de críticas e pressões vindas tanto da oposição quanto do Partido Conservador, do qual é integrante.

Edição: teleSUR | Tradução: Luiza Mançano