Organizações promovem ato contra "terrorismo de Estado"

Para entidades, casos como o da Favela do Moinho, Pinheirinho e "Cracolândia" são exemplos da política repressiva

24/01/2012

 

Da redação 


Uma série de movimentos e organizações sociais promoverão, nesta quarta-feira (25), em São Paulo, um ato contra a violência do Estado e a especulação imobiliária. 

A concentração para o ato, intitulado "Especulação extermina: basta de trevas na Luz e em São Paulo!", iniciará às 8h, na Praça da Sé. De lá, os manifestantes sairão em caminhada para o Pátio do Colégio, onde estarão o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o prefeito da cidade, Gilberto Kassab, por conta das comemorações do aniversário da capital paulista nesta quarta-feira. Em seguida, haverá um protesto em frente à Prefeitura. À tarde, estão previstas atividades culturais no bairro da Luz.

Em um manifesto, as entidades que promovem o ato denunciam o "terrorismo de Estado" promovido pelos governos estadual e municipal. Essa postura, de acordo com as organizações, se expressa em situações recentes como a falta de assistência aos moradores da Favela do Moinho, que perderam suas casas depois de um incêndio em São Paulo; a violência contra as famílias da ocupação urbana Pinheirinho, em São José dos Campos, interior paulista; e a repressão a dependentes químicos e moradores da região da Luz e Santa Ifigênia, no centro da capital paulista, a chamada área da "Cracolândia".

"Além de décadas de descaso por parte do poder público, estas regiões ganharam um novo elemento em comum: o terrorismo de Estado, que carrega consigo inúmeras denúncias de abuso de autoridade, racismo, violação de direitos humanos e tortura. Fica cada vez mais evidente que a política do governo paulista está calcada na militarização como instrumento de garantia dos lucros da iniciativa privada que a financia. Fica também cada vez mais claro que é hora de dizer BASTA", diz o manifesto.

Comentários

golpe de estado

http://oqueseraquemeda.wordpress.com/2012/01/24/3487/#more-3487

"Em miúdos: líder da direita golpista, Alckmin desafiou a autoridade da presidenta. Chamou pra brigar em público com todo o exército do PiG salivando em volta, preparando sua artilharia para uma possível “cobertura à moda da casa” de uma possível e muito bem vinda crise institucional."


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