Após conseguirem reunião, trabalhadores liberam ferrovia
Organizações populares, no entanto, seguem com acampamento à beira da Estrada de Ferro Carajás e podem voltar a ocupá-la se compromisso não for cumprido pelo governo federal
19/10/2007
da redação
Trabalhadores e trabalhadoras do MST, do sindicato de garimpeiros de Serra Pelada, pequenos produtores rurais e juventude urbana do Pará, liberaram na quinta-feira (18) o trecho da Estrada Ferro Carajás (EFC) que havia sido ocupado no dia anterior. A concessão de uso da ferrovia é da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) (Veja infográfico - território sob controle). O ato é parte da Jornada de Lutas pela Reforma Agrária e em defesa dos recursos naturais do povo brasileiro.
O bloqueio da ferrovia foi suspenso após os manifestantes conseguirem agendar reuniões com representantes do governo do Pará e do governo federal. Esta última deve ocorrer em Brasília, ainda em outubro. As organizações populares, no entanto, não descartam que possam voltar a ocupar o trecho da ferrovia caso os compromissos não forem cumpridos. Acampamentos foram montados à beira da estrada de ferro.
A estrada transporta os minerais da maior jazida de ferro do mundo, a mina de Carajás. A paralisação da ferrovia se deu próxima ao assentamento do MST Palmares II, localizado a 20 km da cidade de Parauapebas. A política da CVRD de apropriação do meio-ambiente com o destino de exportação, bem como a contradição entre os altos índices de produção da empresa e, por outro lado, as duras condições de vida do povo local, foram as principais denúncias dos movimentos.
Dados do IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - demonstram que, na região Amazônica, 295 mil pessoas dominam 11% de toda a riqueza produzida, enquanto 11 milhões de habitantes, metade da população da Amazônia, possuem 16% da renda per capita. As denúncias da mobilização vão mais longe. Estão direcionadas ao modelo capitalista exportador de matérias-primas, que se reflete na região na forma de expansão das monoculturas da soja e do eucalipto.
A
mobilização se insere na ofensiva das organizações sociais que defendem
a nulidade do leilão de privatização de venda da Vale do Rio Doce. Em
um plebiscito popular com a participação de mais de 3,7 milhões de
eleitores brasileiros, realizado no início de setembro, 94,5% dos
brasileiros votaram pela retomada da companhia privatizada pelo governo
Fernando Henrique Cardoso (Leia reportagem com os resultados do plebiscito).
Reivindicações
A manifestação na ferrovia gerou uma pauta política direcionada para o governo federal, para a governadora Ana Julia (PT-Pará) e para a companhia Vale do Rio Doce (CVRD). Entre as 15 exigências na pauta dos movimentos estão a reestatização da CVRD, assim como a criação de um imposto para os estados onde a mineradora desenvolve atividades (uma vez que a Vale hoje não aplica o Decreto-lei datado de 42 que prevê 85% dos lucros investidos em 14 estados).
Outra pauta é a da participação popular nos rumos da companhia, por meio de um Conselho Deliberativo com representantes do Estado, da CVRD e da sociedade civil “para discutir e deliberar sobre os projetos de mineração e de uso de recursos ambientais da região”. Os manifestantes exigem o aumento do pagamento de royalties para os municípios mineradores, que passem dos 4 aos 10% sobre a riqueza produzida. Os movimentos querem também mais investimentos nas áreas de saúde e educação em municípios na região de influência da Vale, como Paraupebas, Tucuruí e Marabá.
A
manifestação mira também o fim da Lei Kandir,
que exonera as empresas exportadoras de impostos, e ocorre ao mesmo
tempo em quae a Vale é questionada pelo Ministério Público em duas
frentes: a primeira com processos trabalhistas; a segunda pela
ampliação da produção de carvão mineral.
Por sua vez, a companhia deixou o silêncio que a caracterizou ao longo do Plebiscito Popular realizado entre 1º a 9 de setembro, exigindo a nulidade do seu leilão. Em nota de divulgação, a companhia clama pela retirada dos manifestantes com uso da força policial. Existe a possibilidade de intervenção da Polícia Federal e Militar, a partir de autorização judicial, requerida pela companhia.
“A CVRD está comunicando a invasão à Justiça Federal para que sejam tomadas as medidas judiciais cabíveis, inclusive quanto à mobilização de força policial, para retirada dos manifestantes. A CVRD espera que as autoridades tomem, o mais rapidamente possível, as providências necessárias para pôr fim à invasão e destaca sua perplexidade por ser alvo de manifestantes que apresentam reivindicações que não têm qualquer vínculo com a Companhia, como a “defesa da reforma agrária e protesto contra o imperalismo”, diz o item 7, da sua nota.
A CVRD informa que transporta diariamente 1300 passageiros pelos seus trilhos – ainda que relatos apontem precariedade na condição de transporte para passageiros sem recursos. O apelo à presença policial para retirada dos manifestantes já havia sido feita pela companhia noutro momento. No dia 22 de agosto, em Belo Horizonte, durante ocupação pacífica de empresa pertencente a Vale, 136 manifestantes foram presos.
a nossa Vale
Faz mais de duas semans, que lí ums comentários de algums reacionários, sobre empresa privada, questionando o plebiscito popular. Temos que ter claréza quem tira lucro nas privadas? Quem subórna fiscal nas Privadas? Quem forja livros fiscais pra enganar o público? A mesma engenaría da ENRON como exemplo, é assim, por acaso devomos proçeguir? Prara onde vãom ou vóam os lucros de um benefício garantido para nossa sociedade? Brasil é e será dono dos seus recursos minerais! Só por que FHC deu tudo de mão beijada para os FDP(Freiheitlich democratische Partei Deutschlands)? De democracia não tem nada!E volto a dizer: Empresa Publica ou Estatal, tende a ser muito mais eficaz para a sociedade, do que qual quer privada! Não depende do tamanho, mas depende do intúito ideológico! E agora é a hora, temos um governo interessado nos sentido sociais. Vamos acordar companheiro Lula pra tocar a coisa! Afinal é a vontade do povo, a reestatização da Vale, por que nos vale muito!













A Vale e seus incompromissos
Ora ora a vale privada se vangloría de levar 1300 passageiros? Qual é? No mínimo rediculo! Pelos lucros arrecadados devería transportar todo mundo que esta a fim, e gratuito, com o maximo de comforto, egual a Europa! Somente para servir de exemplo de boa gestão privada! Ainda ser pontual e extremamnte atencioso a cada transeunte! Como isto é útopía para empresas privadas, não resta outra solução: Reestatisar! A mesma coisa com a RFSSA! Voltando servir para a população, garantindo serviços extraordinários de Transporte humano, se integrando a um sistéma ainda a ser desenvolvido, para desafogar aeroportos e rodoviárias! Brasil hoje é o major exportador de mineirio de ferro e chapas de aço! E por que não temos o mais traditional transporte descente, que é a Ferrovía? Por que a traditional tutela multinational faz lobby para não aconteçer! E é a mesma lobby, que fez nos governos pós guerra, fomentar industria de caminhhão, tipo GM, FORD, VW, em detrimento do desenvolvimento coletivo! Arrancaram até os trilhos dos Bondes em todas as cidades! Temos que se libertar das várias tutelas multinationais corruptos e malféticos! Reconstruir malhas com apoio da VALE DO RIO DOCE National e Público! Aváncarémos companheiros! Esclarecer e que fique tudo em claro! A final qual é? É democracia? Podemos participar das decicões? Alguem nos perguntou? Que somos?