Educação

Estudantes ocupam 33 escolas e se somam à greve dos professores no RS

Os estudantes denunciam as estruturas precárias das escolas e criticam o parcelamento do salário dos professores

Porto Alegre

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Marcha dos Professores em greve em Porto Alegre / Joana Berwanger/Sul21

Os estudantes secundaristas do Rio Grande do Sul já ocupam ao menos 33 escolas em diversas cidades do estado contra as posturas adotadas pelo governo estadual de José Sartori (PMDB).

Os jovens reivindicam melhorias na educação e o fim do Projeto de Lei 44/2016, que visa privatizar parcialmente a educação pública no Estado, dando ao Executivo o poder de qualificar entidades de ensino como organizações sociais.

Além destas pautas, os estudantes ainda pedem o fim do parcelamento dos salários dos professores e criticam a falta de repasse de verbas para a manutenção das escolas.

Segundo o coletivo Ocupa Tudo RS, até o momento 16 escolas estão ocupadas apenas em Porto Alegre, e outras oito em Rio Grande. Os municípios de Passo Fundo, Pelotas, Canguçu, Caxias do Sul, Charqueadas e Guaporé também têm escolas ocupadas.

Para a estudante secundarista Ester Costa Alves, 16, que está acampada na Escola Paula Soares, é um absurdo a forma com que Sartori está tratando os alunos, professores e a educação como um todo.

“Além do fim do parcelamento dos salários dos professores, denunciamos a situação precária do prédio da nossa escola, com goteiras, infiltração, problemas elétricos e hidráulicos, e cobramos o aumento no repasse de verbas para a merenda escolar”, afirma.

Os estudantes, que sinalizam para a ocupação de mais escolas nos próximos dias, prometem manter-se mobilizados até que as reivindicações sejam atendidas pelo governo estadual.

Greve dos professores

Na última sexta-feira (13), o Sindicato dos Professores do Rio Grande do Sul (CPERS) decidiu entrar em greve por tempo indeterminado.

Os professores e funcionários reivindicam o pagamento integral dos salários em dia, nomeação de professores e funcionários nas escolas, reajuste imediato de 13,01% referente a 2015 e 11,36% em relação a este ano, o pagamento do Piso Nacional e a manutenção do Plano de Carreira.