OPINIÃO

Educação em tempos de golpe, por Jessy Dayane

"Mendonça Filho tem na sua história marcas da defesa de uma educação privatista e enfraquecimento da educação pública"

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Jessy Dayane é diretora de Políticas Educacionais da União Nacional dos Estudantes (UNE)
Jessy Dayane é diretora de Políticas Educacionais da União Nacional dos Estudantes (UNE) | Crédito: Jessy Dayane é diretora de Políticas Educacionais da União Nacional dos Estudantes (UNE)

Nos últimos 13 anos, vivenciamos um avanço na democratização do acesso ao ensino superior no Brasil, que incluiu milhares de jovens, através de inúmeras políticas educacionais que ampliaram o número de vagas nas universidades e popularizaram as formas de acesso como: o REUNI; o PROUNI; o FIES; as cotas sociais e raciais; ampliação dos Institutos Federais; mudança de avaliação de acesso para ENEM/SISU.
Além dessas políticas, a aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE) em 2013 garantiu a conquista da vinculação de metade do fundo social do Pré-Sal para educação (75%) e saúde (25%), com objetivo de alcançar o investimento de 10% do PIB na educação. Mesmo com esses avanços, muitos desafios ainda estavam colocados para nós.
O novo ministro da educação e cultura indicado pelo governo ilegítimo de Temer, Mendonça Filho (DEM-PE), tem na sua história as marcas da defesa de uma educação privatista e enfraquecimento da educação pública. O seu partido ingressou com uma ação no STF para pedir o fim da política de cotas, assim como também se posicionou contrário ao PROUNI, FIES e à destinação dos royalties para a educação. Além da posição antipopular do seu partido em relação à educação brasileira, a experiência do próprio Mendonça Filho enquanto governador de Pernambuco foi de implementação de um projeto “experimental” de privatização das escolas estaduais e da incidência de empresas privadas reunidas no Instituto de Corresponsabilidade pela Educação (ICE) que indicavam os gestores e selecionavam os estudantes. O atual ministro da educação é um corrupto citado nas operações Lava Jato e Castelo de Areia.
Nesse momento, precisamos intensificar a luta pela educação pública nas ruas, construir ocupações nas universidades e escolas, paralisações e assembleias estudantis. Ampliar ao máximo a denúncia do golpismo que, além de ferir nossa democracia, ameaça nossos direitos conquistados historicamente. Nesse sentido, lutar contra os retrocessos que estão sendo impostos à juventude brasileira é nossa missão, resistiremos a esse golpe com ousadia e muita garra da juventude trabalhadora do nosso País.

Editado por: Redação

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