Mostrar Menu
Brasil de Fato
ENGLISH
Ouça a Rádio BdF
  • Apoie
  • TV BdF
  • RÁDIO BRASIL DE FATO
    • Radioagência
    • Podcasts
    • Seja Parceiro
    • Programação
  • Regionais
    • Bahia
    • Ceará
    • Distrito Federal
    • Minas Gerais
    • Paraíba
    • Paraná
    • Pernambuco
    • Rio de Janeiro
    • Rio Grande do Sul
  • I
  • Política
  • Internacional
  • Direitos
  • Bem Viver
  • Opinião
  • DOC BDF
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Mostrar Menu
Brasil de Fato
  • Apoie
  • TV BDF
  • RÁDIO BRASIL DE FATO
    • Radioagência
    • Podcasts
  • Regionais
    • Bahia
    • Ceará
    • Distrito Federal
    • Minas Gerais
    • Paraíba
    • Paraná
    • Pernambuco
    • Rio de Janeiro
    • Rio Grande do Sul
Mostrar Menu
Ouça a Rádio BdF
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Brasil de Fato
Início Política

Interino

Interferência de Temer na EBC é “cerco contra a comunicação pública”, diz professor

Funcionários, pesquisadores e sociedade se reuniram nesta quarta (15) para um seminário que discutiu os rumos da empresa

01.fev.2020 às 18h36
Brasília (DF)
Cristiane Sampaio
O professor foi um dos participantes do seminário realizado na manhã desta quarta-feira (15), que reuniu diversas pessoas para discutir os rumos e a importância da comunicação pública no país.

O professor foi um dos participantes do seminário realizado na manhã desta quarta-feira (15), que reuniu diversas pessoas para discutir os rumos e a importância da comunicação pública no país. - O professor foi um dos participantes do seminário realizado na manhã desta quarta-feira (15), que reuniu diversas pessoas para discutir os rumos e a importância da comunicação pública no país.

Favorável à extinção da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o presidente interido Michel Temer tem realizado uma série de interferências na empresa. Para o professor David Amorim, da Universidade de Brasília (UnB), tais ações representam um “cerco contra a comunicação pública”, ou seja, uma tentativa de limitar e comprometer as conquistas já alcançadas no tocante ao setor no país.

“O caso da EBC mostra que estamos vivendo um ataque de forças conservadoras e reacionárias que se dá de uma forma violenta e imoral. Não podemos permitir que ocorra aqui o que aconteceu na Argentina, onde o novo governo simplesmente extinguiu artigos da Lei dos Meios que proibiam a concentração dos meios de comunicação, patrocinando uma ofensiva conservadora”, disse o pesquisador, demonstrando preocupação com o contexto brasileiro.

O professor foi um dos participantes do seminário realizado na manhã desta quarta-feira (15), na sede da EBC, em Brasília (DF), que reuniu gestores, funcionários da instituição, pesquisadores e o público em geral para discutir os rumos e a importância da comunicação pública no país.

No entendimento dos debatedores presentes no evento, este é um momento em que é preciso lutar pela empresa e pelas garantias trazidas pela Lei 11.652, de 2008, que dispõe sobre a EBC e os serviçoes de radiodifusão pública. Choveram críticas ao governo interino de Temer, que, na opinião deles, tem encampado medidas conservadoras, como mudanças na gestão – o que fez com o caso fosse levado à Justiça -, encerramentos de contratos e mudanças na grade das emissoras administradas.

“Por mais que a legislação que rege a Empresa ainda tenha alguns problemas, ela representou um ganho para o país em busca de uma estrutura de comunicação pública e, por isso, precisa ser defendida. Não podemos permitir que, de forma autoritária, um governo, que ainda por cima é ilegítimo, interfira nisso. Se a lei tiver que ser mudada, tem que ser da mesma forma como foi criada: pela sociedade, com participação coletiva. O atentado à EBC é um atentado aos valores democráticos”, criticou Mariana Martins, representante do coletivo Intervozes.

O atual presidente da EBC, Ricardo Melo, cuja destituição realizada pelo governo Temer esteve no noticiário nas últimas semanas, disse, na ocasião, que a comunicação pública é uma das grandes iniciativas da democracia brasileira e precisa ser resguardada. “O modelo de comunicação no Brasil foi criado com base no monopólio da opinião. Nesse contexto, a função da comunicação pública é dar voz aos que não têm voz, e, sem isso, não há democracia”, destacou.

Disputa

No dia 3 de maio, o jornalista Ricardo Melo foi nomeado por Dilma Rousseff como diretor-presidente da EBC, uma semana antes da decisão do Senado que afastou temporariamente a presidenta. Ao assumir interinamente, Michel Temer nomeou o jornalista Laerte Rimoli, destituindo Melo, no dia 17 de maio. A exoneração gerou polêmica e foi parar no Superior Tribunal Federal (STF), que, por intermédio do ministro Dias Toffoli, concedeu uma liminar no dia 1º deste mês, garantindo o retorno de Melo ao cargo.

Na defesa, Melo argumentou que a lei de criação da Empresa estabelece que o mandato é de quatro anos e que os ocupantes só podem ser destituídos por decisão do Conselho Curador da EBC ou por razões legais.

Em nota, o Conselho havia se manifestado de forma contrária à exoneração, afirmando que a intervenção governista na direção da Empresa seria indevida e ilegal porque fere a Lei da EBC, de 2008, que criou mecanismos para garantir a autonomia da Empresa.  

“A EBC não pode ficar ao sabor da troca de governo. Se cada governo que entrar trocar a direção, não vai haver autonomia. Por isso, a Lei criou o mandato de quatro anos, não coincidente com o mandato de presidente da República. Ele é intocável e, se houver algum problema em relação ao mandato, quem tem que avaliar é o Conselho, que é a representação da sociedade, e não o governo. A mídia pública pertence à sociedade e não pode ser tratada como mídia governamental”, afirmou a presidenta do colegiado, Rita Freire, durante o debate desta quarta-feira.

Ela citou ainda a preocupação com mudanças lideradas pelo ex-presidente Laerte Rimoli, que ficou cerca de dez dias no cargo. “Vários contratos foram suspensos para avaliação e também programas que têm a ver com reflexão e debates, mas nenhum programa pode sair da grade sem que o Conselho seja consultado. As coisas foram muito velozes e atropeladas”, criticou.

Entre outras mudanças polêmicas, ela mencionou a determinação que havia sido feita pela presidência interina de que os profissionais dos veículos de comunicação pública não deveriam mais usar o termo “presidenta” nos textos jornalísticos.

“O Conselho emitiu um memorando, em seguida, orientando os profissionais a usarem o termo não só para Dilma, mas para todas as mulheres que se coloquem como tal. É uma espécie de recomendação, de advertência que serve para dar suporte aos trabalhadores da redação, que, muitas vezes, ficam recebendo diferentes orientações”, explicou.

Sobre a EBC

Atualmente ligada às atribuições administrativas da Casa Civil, a EBC é uma empresa pública de comunicação responsável pela Agência Brasil, pela TV Brasil, pela Radioagência Nacional, pelas rádios Nacional do Rio, Brasília, Amazônia, Alto Solimões e pelas rádios MEC, além de ser produtora do tradicional programa Voz do Brasil e responsável pelo canal de TV NBr, que publiciza atos do governo federal.

A EBC tem hoje cerca de 2.600 funcionários, incluindo os das quatro praças (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Maranhão). Segundo Akemi Nitahara, funcionária da Empresa e membro do Conselho Curador, esse número resulta de um crescimento de 60% dos quadros verificado nos últimos anos.

“O interessante é que a última geração de concursados já ingressou com um espírito de comunicação pública, com discussão política sobre o assunto. Há um comprometimento e uma vontade de fazer esse trabalho dentro dos parâmetros democráticos, que é o que falta no Brasil. É também por isso que nós entendemos que o que está em jogo agora vai muito além dos nossos empregos. É o próprio valor da comunicação pública em si”, destacou a conselheira durante o debate.

O governo

O Brasil de Fato entrou em contato com a assessoria de comunicação da Casa Civil e com o secretário de Comunicação do Governo, Márcio Freitas, para tratar das críticas feitas às mudanças na EBC e tirar dúvidas sobre os atos da gestão, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.

*Edição: Simone Freire

Editado por: Redação
loader
BdF Newsletter
Escolha as listas que deseja assinar*
BdF Editorial: Resumo semanal de notícias com viés editorial.
Ponto: Análises do Instituto Front, toda sexta.
WHIB: Notícias do Brasil em inglês, com visão popular.
Li e concordo com os termos de uso e política de privacidade.

Veja mais

Fogo no Cerrado

Com estiagem prolongada e incêndios no DF, especialistas e técnicos apontam caminhos para preservação do Cerrado

29 de agosto

Dia da Visibilidade Lésbica: ‘Cidades precisam acolher população LGBT em todos os âmbitos’, diz ativista

INFERNO NA TERRA

Mortos em Gaza ultrapassam 63 mil, sendo 322 de fome, enquanto Israel endurece genocídio

amor entre mulheres

A comunicação popular na construção de um imaginário sapatão

Cigarro eletrônico

Há mais pacientes jovens com infarto e derrame, alerta médica sobre riscos do vape

  • Quem Somos
  • Publicidade
  • Contato
  • Newsletters
  • Política de Privacidade
  • Política
  • Internacional
  • Direitos
  • Bem Viver
  • Socioambiental
  • Opinião
  • Bahia
  • Ceará
  • Distrito Federal
  • Minas Gerais
  • Paraíba
  • Paraná
  • Pernambuco
  • Rio de Janeiro
  • Rio Grande do Sul

Todos os conteúdos de produção exclusiva e de autoria editorial do Brasil de Fato podem ser reproduzidos, desde que não sejam alterados e que se deem os devidos créditos.

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Apoie
  • TV BDF
  • Regionais
    • Bahia
    • Ceará
    • Distrito Federal
    • Minas Gerais
    • Paraíba
    • Paraná
    • Pernambuco
    • Rio de Janeiro
    • Rio Grande do Sul
  • Rádio Brasil De Fato
    • Radioagência
    • Podcasts
    • Seja Parceiro
    • Programação
  • Política
    • Eleições
  • Internacional
  • Direitos
    • Direitos Humanos
  • Bem Viver
    • Agroecologia
    • Cultura
  • Opinião
  • DOC BDF
  • Brasil
  • Cidades
  • Economia
  • Editorial
  • Educação
  • Entrevistas
  • Especial
  • Esportes
  • Geral
  • Saúde
  • Segurança Pública
  • Socioambiental
  • Transporte
  • Correspondentes
    • Sahel
    • EUA
    • Venezuela
  • English
    • Brazil
    • BRICS
    • Climate
    • Culture
    • Interviews
    • Opinion
    • Politics
    • Struggles

Todos os conteúdos de produção exclusiva e de autoria editorial do Brasil de Fato podem ser reproduzidos, desde que não sejam alterados e que se deem os devidos créditos.