DIREITOS

Caminhada na Pedreira Prado Lopes pede fim da violência

Para moradora, o modo como o poder público trata a comunidade é uma forma de agressão

Belo Horizonte

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Manifestação contou com a presença de movimentos populares / Valéria Borges

Na manhã deste domingo (31), a comunidade Pedreira Prado Lopes (PPL), na região noroeste, se uniu em um clamor pela paz. Cerca de 60 pessoas caminharam pelas ruas do bairro com cartazes, faixas, cânticos e palavras de ordem. A manifestação foi motivada pela escalada da violência na comunidade e contou com a participação de moradoras e moradores, comunidades religiosas da região e integrantes do movimento Levante Popular da Juventude, do Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD) e da Associação Pedreira Unida.

“A Pedreira tem vivido dias turbulentos com assassinatos e a entrada truculenta da polícia, que não se importa com as pessoas que moram aqui, que são do bem”, afirma Valéria Borges, moradora da comunidade e militante do MTD. 

Durante o trajeto, a comunidade interrompia a caminhada em diversos pontos para que moradores fizessem orações e entoaessem cânticos pelo fim da violência. Os participantes trajavam vestes brancas e receberam o apoio efusivo de pessoas que passavam a carro pela região.

Para Valéria, do MTD, é preciso olhar para além dos conflitos, pois sua raiz é a não concretização dos direitos da comunidade. “Violência não é só tiro, não é só quando a polícia vem aqui e é truculenta com a gente. Violência também é falta de remédios no posto de saúde, são as obras que demoram a acabar [uma referência ao programa Vila Viva, da Prefeitura], é quando tiram uma pessoa da casa dela e a colocam em um prédio com problemas, é quando atacam os direitos dos trabalhadores, é quando não resolvem o problema da água lá Rua Pedro Lessa”, comenta.