Editorial

Compromisso de Temer é com os patrões

No futuro, golpistas não serão absolvidos

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Presidente interino, Michel Temer, durante encontro com líderes empresariais
Presidente interino, Michel Temer, durante encontro com líderes empresariais | Crédito: Presidente interino, Michel Temer, durante encontro com líderes empresariais

Em tempos de golpe de Estado, o cenário futuro do Brasil ainda é nebuloso. Muitas coisas podem acontecer, inclusive podem se concretizar as ameaças do governo ilegítimo e ainda interino Michel Temer. Ameaças ao povo brasileiro que é quem trabalha, gera riqueza e sustenta o país.  Algumas inclusive já estão bem engatilhadas, como a privatização do pré-sal, o que os golpistas chamam de “desinvestimento”. Temer e seus comparsas trabalham para aumentar a subordinação do Brasil ao capitalismo internacional.
E as diversas medidas impopulares devem aparecer logo no Congresso Nacional para serem votadas. Mas, claro, após as eleições municipais, pois o líder peemedebista não quer atrapalhar seus amigos que vão disputar as prefeituras. Tais medidas, de fato, vão agravar a vida da população. As escolas e o SUS vão piorar com a PEC 214, que congela recursos do Governo Federal para as pastas de saúde e educação. Vai faltar ainda mais estrutura, os profissionais serão mais desvalorizados e os governantes vão continuar “sugerindo” que as pessoas paguem por planos de saúde e escolas particulares. 
Sem contar os ataques aos direitos trabalhistas, como as alterações nas regras para aposentadoria e a terceirização, o que, por sinal, agradaria muito aos empresários. A ideia dos golpistas é exigir que os empregados trabalhem ainda mais, não se organizem em sindicatos, aposentem mais tarde e “colaborem” para enriquecer um pouco mais seus patrões. Afinal, o compromisso de Temer é mesmo com os patrões. 
Nesse sentido, é compreensível que tenha espalhado o medo do fim do 13° salário e das férias, além do aumento da jornada de trabalho. Porque sim, esses direitos estão em jogo. Para um governo golpista, direitos previstos na Constituição, como é o caso desses citados, não querem dizer muita coisa. Afinal, articularam um impeachment ilegal. 
Parece mesmo um filme de terror quando se listam as vontades da turma de Temer. Mas a história não é construída por aqueles que ficam parados. Um simples olhar para trás permite perceber que a história do Brasil foi escrita pelo povo brasileiro. Se um dia conquistamos democracia, melhores condições para as mulheres, direitos para a comunidade LGBT, negros e juventude, foi resultado da luta do povo. No futuro, os golpistas não serão absolvidos. Mas isso, mais uma vez, depende do povo brasileiro. Que o povo se indigne cada vez mais e projete um futuro além das disputas eleitorais. O novo há de vir.

 

Editado por: Redação

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