ARTE

Mulheres apresentam danças de rua em Belo Horizonte

Programa que dá aulas gratuitas de Hip Hop para profissionais e iniciantes comemora um ano

Belo Horizonte

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O evento acontece no Centro Cultural UFMG com entrada franca, e reúne dançarinas das mais diferentes vertentes do ritmo / Divulgação / Projeto UMA

No próximo sábado (20), mulheres do Hip Hop se apresentam na Mostra Feminina de Danças Urbanas, organizada pelo Projeto UMA. O evento acontece no Centro Cultural UFMG com entrada franca, e reúne dançarinas das mais diferentes vertentes do ritmo. No dia, também será realizado show da artista Kainná Tawá, que divide o palco com Ohana Santana, e criação ao vivo de grafite com Carolina Jaued.

A mostra é a comemoração do primeiro ano do UMA, iniciativa da profissional de dança Bárbara Almeida. Em 2015, ela iniciou um trabalho social no Centro de Integração de Atendimento ao Menor (CIAME), no bairro Pindorama, que era um treino de mulheres. Eram disponibilizadas, então, aulas gratuitas para aquelas que quisessem aprender passos do Hip Hop. O trabalho atraiu quem já vivia da dança e também quem nunca havia executado um step (nome dado aos passos básicos da coreografia). 

Por todas elas

Com a reunião de profissionais, nasceu um grupo fixo - o UMA - e os treinos para as aprendizes se tornaram quinzenais. De acordo com Bárbara, a ideia era unir as mulheres do Hip Hop e simpatizantes da cultura para conseguir protagonismo na dança de rua, meio dominado por homens. “É uma arte que sempre foi vista como masculina, mas que é feita de pessoas. Por questões culturais nós não participávamos, ficávamos mais no canto. Agora é também um espaço para discutir questões, como a igualdade. Por exemplo, o porquê de a mulher ter mais vergonha de dançar do que o homem”, conta. Os treinos, que também são dados no Centro Cultural da UFMG, aceitam de crianças a senhoras. 

“Por mim, tinha que ter treino todo dia, eu ia levar todas as minhas amigas e encher o lugar”, brinca a aluna Sylvia de Paula. Ela, que é designer de moda, também faz Karatê e diz que ingressou na dança para relaxar um pouco a postura. Ela ganhou mais maleabilidade e, ainda, conheceu pessoas de um mundo novo. “São muitas tribos e todas elas se dão muito bem. O ambiente é ótimo, relaxa”, elogia. Sylvia diz que ainda não se sente confiante para se inscrever em batalhas, mas pratica o que aprendeu em todas as festas que frequenta.


Serviço

Onde: Centro Cultural UFMG (Av. Santos Dumont, 174, Belo Horizonte)

Quanto: De graça

Conheça o UMA: www.facebook.com/projetouma