Trancamentos

Contra o golpe, MTST fecha vias nas cidades de São Paulo, Fortaleza e Porto Alegre

Atos denunciam o governo interino de Michel Temer; para manifestantes somente o povo poderá decidir os rumos do país

São Paulo (SP)

,
MTST afirma, em nota, que “os trabalhadores e os programas sociais, conquistados com muita luta, estão seriamente ameaçados pelo governo ilegítimo de Michel Temer" / José Eduardo Bernardes/ Brasil de Fato

Na manhã desta terça-feira (30), o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) organizou uma série de mobilizações em importantes vias das cidades de São Paulo (SP), Fortaleza (CE) e Porto Alegre (RS) contra o governo interino de Michel Temer. 

Em São Paulo, as manifestações fecharam as Marginais Pinheiros e Tietê, a Ponte Eusébio Matoso, a Avenida Jacú Pêssego, a Radial Leste e a Rodovia Regis Bittencourt. Durante o ato na Marginal Pinheiros, quatro manifestantes foram presos. Segundo informações do movimento, três deles foram levados ao 13º DP, e o outro ao 1º DP.

“Nós travamos aqui hoje contra esse governo ilegítimo de Michel Temer e pela nossa moradia”, disse Guilherme Boulos, coordenador nacional do movimento, reiterando que os atos desta terça-feira não tinham o objetivo de "ter confronto com a polícia". 

Na Radial-Leste, na altura da Arena Corinthians, cerca de 150 pessoas fecharam a via sentido o centro. O coordenador do MTST na Zona Leste, Zelídio Barbosa, destacou que o movimento saiu às ruas “para deixar claro para esse governo corrupto e ilegítimo, que não vai ser do jeito que eles acham que vai ser”. “Quem decide é o povo”, afirmou.

Em Porto Alegre o ato do movimento sem-teto fechou a BR-290 (free way). Já em Fortaleza, os manifestantes interditaram a Rodovia CE-020. 

Em nota, a coordenação Nacional do MTST, afirmou que “os trabalhadores e os programas sociais, conquistados com muita luta, estão seriamente ameaçados pelo governo ilegítimo de Michel Temer. As contratações de moradia do programa Minha Casa Minha Vida permanecem suspensas”.

“Não aceitamos o golpe, nem contra a democracia nem contra nossos direitos. Não reconhecemos no Senado a legitimidade para decidir os destinos do país. A resistência seguirá nas ruas”, concluiu a nota.

Edição: Simone Freire