LUTA DE CLASSES

Greve: essa luta não começou agora

Mudanças sociais só acontecem quando há um processo de luta intensa por parte dos trabalhadores

Rio de Janeiro (RJ)

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A greve é um dos instrumentos mais poderosos dos trabalhadores / Divulgação

No mundo em que vivemos, basicamente existem duas classes de pessoas: aquelas que detêm os meios de produção, que são os patrões, e aquelas que trabalham para eles, os empregados, que são a grande maioria.

Historicamente sempre houve conflitos entre essas duas partes. Uma porque sempre quer aumentar seus lucros à custa dos empregados, e a outra porque quer ganhar seu salário de acordo com o equivalente em produção.

Houve um tempo, não muito distante, em que em nosso país os trabalhadores eram obrigados a trabalhar sem nada receber. Era o tempo da escravidão, e muitas famílias fizeram fortuna e obtiveram poder devido a essa forma cruel de acumular riqueza. Hoje, seus descendentes são os patrões.

Também houve épocas em que os trabalhadores eram obrigados a trabalhar até 14 horas diárias, sem que para isso recebessem mais, e em condições completamente desumanas. E esse tratamento também era dado às mulheres e crianças com remunerações ainda menores.

Isso tudo mudou devido à alma caridosa dos patrões? Não! Mudou porque houve um processo de luta muito intensa e dura por parte dos trabalhadores. Nas fábricas, um fator importante de melhorias para a classe trabalhadora foi a organização dos trabalhadores através dos sindicatos. E um dos instrumentos mais poderosos que se pode utilizar é a greve.

GREVE É LUTA

As greves acarretam enormes sacrifícios para os trabalhadores: corte de ponto, demissões, multas, repressão, perseguições e assédio. Mas elas fortalecem os trabalhadores muito mais do que enfraquecem. E foi através delas e de muita luta que hoje temos garantidos em lei muitos benefícios, como férias, 13º salário, 40 horas de trabalho semanais, entre outros.

É com esses direitos que Michel Temer quer acabar. É preciso impedi-lo. Por isso muitas categorias estão se organizando através de seus sindicatos, com greves e paralisações. O objetivo é ampliar ainda mais e buscar apoio de toda a sociedade para chegar a uma greve geral. Nenhum direito a menos!