Luta por direitos

Milhares de pessoas vão às ruas de Bruxelas contra reforma trabalhista

Cerca de 70 mil belgas estiveram no ato contra proposta que prevê o aumento de 7h na jornada de trabalho

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 Protesto ocorre no aniversário de dois anos do governo de Michel
Protesto ocorre no aniversário de dois anos do governo de Michel - Syndicat FGTB

Milhares de pessoas protestaram nesta quinta-feira (29) em Bruxelas, capital da Bélgica, contra as medidas de austeridade anunciadas pelo governo do primeiro-ministro Charles Michel. De acordo com os organizadores do evento, cerca de 70 mil cidadãos estiveram presentes no ato. Para a polícia, foram 45 mil.

Após o protesto, os sindicatos anunciaram outras ações que serão realizadas durante outubro e cogitaram a realização de uma greve geral contra “o governo mais antissocial dos últimos 30 anos", de acordo com o presidente de um dos sindicatos, Rudy De Leeuw (FGTB).

O protesto realizado ontem foi o quarto no país em dois anos contra as medidas tomadas pelo governo belga. Em maio deste ano, uma manifestação reuniu cerca de 60 mil pessoas e, em novembro de 2014, 120 mil foram às ruas em sinal de descontentamento.

O principal ponto de contestação dos belgas é a proposta de reforma que prevê que trabalhadores do setor privado trabalhem até 45 horas semanais em determinados períodos do ano, reduzindo a carga horária em outras épocas para que a média anual seja de 38 horas semanais, teto máximo estipulado atualmente.

Os manifestantes também são contra a indexação salarial anual; a reforma na previdência, que aumenta a idade mínima para aposentadoria para 67 anos e o aumento do IVA na eletricidade de seis para 21%.

Outros focos de descontentamento dos belgas são a queda no poder aquisitivo, a redução dos postos de trabalho no setor público.

 

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