Pobreza

Segundo Unicef, 385 milhões de crianças viviam em 2013 com menos de US$ 1,90 por dia

Relatório divulgado nesta terça (4), 19,5% das crianças nos países em desenvolvimento estão em pobreza extrema

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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As crianças que vivem em pobreza extrema estão concentradas sobretudo na África Subsaariana, onde 49% das crianças vivem nesse estado / Unicef

Cerca de 385 milhões de crianças até os 17 anos viviam em 2013 em situação de pobreza extrema, segundo o relatório Terminar com a Pobreza Extrema: Um Foco nas Crianças, realizado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em parceria com o Grupo do Banco Mundial, e divulgado nesta terça (4). 

De acordo com o estudo, “19,5% das crianças nos países em desenvolvimento faziam parte de grupos de familiares que sobreviviam com US$ 1,90 por dia ou menos por pessoa, comparativamente com 9,2% dos adultos”.

Entre as 385 milhões de crianças nessa situação, 122 milhões têm até quatro anos, 118 milhões têm entre cinco e nove anos, 99 milhões entre dez e 14 anos, e 46 milhões estão na faixa etária entre 15 e 17 anos.

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O estudo foi feito na sequência do relatório do Grupo do Banco Mundial, Pobreza e Prosperidade Partilhada 2016: Assumindo a Desigualdade, que concluiu que, em 2013, cerca de 767 milhões de pessoas no mundo viviam com menos de US$ 1,90 por dia, metade delas menores de 18 anos.

O relatório analisou dados de 89 países, que representam 84% da população dos países em desenvolvimento. As crianças que vivem em pobreza extrema estão concentradas sobretudo na África Subsaariana, onde 49% das crianças vivem nesse estado. A pesquisa indica que 51% de todas as crianças pobres no mundo vivem nessa região.

“Segue-se o sul da Ásia, com índice perto de 36%, com mais de 30% das crianças extremamente pobres vivendo na Índia”, acrescenta o relatório. Além disso, 58% dessas crianças estão em países onde há conflitos.

Ações

O Unicef e o Banco Mundial defendem que os governos avaliem regularmente a pobreza infantil e deem prioridade às crianças nos planos de combate à pobreza. Recomenda ainda que reforcem os sistemas de proteção social, deem prioridade a investimentos na área da saúde, educação, saneamento básico e que moldem as decisões políticas de modo que o crescimento econômico beneficie as crianças mais pobres.

“As crianças são afetadas de forma desproporcional, dado que representam cerca de um terço da população estudada, mas metade dos que vivem na pobreza extrema. O risco é maior para as crianças menores: mais de um quinto dos menores de cinco anos nos países em desenvolvimento vivem em famílias extremamente pobres”, diz o comunicado do Unicef.

Edição: Camila Rodrigues da Silva