Nações Unidas

Ex-primeiro-ministro português António Guterres é novo secretário-geral da ONU

Ele vai substituir o atual titular do cargo, Ban Ki-moon, que termina o mandato em 31 de dezembro

Opera Mundi

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António Guterres foi escolhido como novo secretário-geral da ONU nesta quarta / Wikicommons

O ex-primeiro-ministro de Portugal António Guterres (1995-2002) foi escolhido nesta quarta-feira (05/10), pelo Conselho de Segurança da ONU, como o novo secretário-geral das Nações Unidas. Ele vai substituir o atual titular do cargo, Ban Ki-moon, que termina o mandato em 31 de dezembro. A votação que irá confirmá-lo formalmente no cargo acontece nesta quinta (06).

O nome de Guterres já havia sido aprovado na primeira votação não oficial pelo Conselho de Segurança em julho. Na época, cada um dos 12 candidatos ao cargo foi avaliado individualmente pelos 15 países membros do Conselho, que podiam “encorajar”, “desencorajar” ou “não opinar” sobre a candidatura de cada um. O premiê, que atuou como Alto Comissário da Agência da ONU para Refugiados de 2005 a 2015, recebeu, então, 12 dos 15 votos possíveis, sem nenhum voto “desencorajador”.

Ele era considerado favorito para assumir o cargo, já que continuou sendo o mais votado nas consultas seguintes. A Rússia, que tem poder de veto no Conselho de Segurança, enfatizou a importância da rotatividade de continentes na chefia da ONU, mas não bloqueou o nome do português.

Guterres começou sua carreira política em Portugal após a Revolução dos Cravos, em 1974. Em 1992, foi eleito secretário-geral do PS (Partido Socialista) e, e entre 1995 e 2002, foi primeiro-ministro do país. Em 2005, foi nomeado para o cargo de Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, que exerceu por dez anos.

Havia outros candidatos na disputa: o ex-presidente da Eslovênia Danilo Türk; a atual ministra das Relações Exteriores da Bulgária e diretora-geral da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), Irina Bokova Bokova: a chanceler da Argentina, Susana Malcorra; a diplomata costa-riquenha Christiana Figueres; a ex-ministra das Relações Exteriores da Moldávia Natalia Gherman; o ministro das Relações Exteriores de Montenegro, Igor Luksic; a ex-chanceler da Croácia Vesna Pusic; a ex-premiê da Nova Zelândia Helen Clark; o ex-chanceler macedônio e ex-presidente da Assembleia Geral da ONU Srgjan Kerim; o ex-ministro das Relações Exteriores da Sérvia Vuk Jeremic; e o chanceler da Eslováquia, Mirsolav Lajcak.